A COMUNIDADE A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Estudantes visitam o Centro Cultural do Banco do Brasil


Alunos do CIEP Patrice Lumumba, BE Engenho da Rainha, tiveram a oportunidade de participar do projeto de reconhecimento do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no dia 05 de junho. Este projeto objetiva estimular o conhecimento sobre o que é e como funciona um Centro Cultural.

A ação integra uma das parcerias entre o Projeto Bairro Educador e o CCBB, que há mais de um ano vem promovendo em conjunto diversas atividades que beneficiam as escolas de vários bairros da cidade. Essas atividades vêm contribuindo em um processo de apropriação da cidade através do acesso aos equipamentos públicos e culturais.


O grupo de alunos do 6° ano foi recebido pela equipe do setor educativo (CCBB Educativo) que propôs dinâmicas interativas como forma de levar aos estudantes um pouco da história sobre a primeira sede do Banco do Brasil, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

Os alunos visitaram as exposições permanentes “Galeria de Valores” e “O Banco do Brasil e sua história”. Eles puderam conhecer um pouco da trajetória econômica e financeira do país, através dos móveis antigos, dos lustres e dos quadros de Dom João VI e da família real. Os estudantes ficaram impressionados com as mais de duas mil moedas de várias nacionalidades, que representam a história do dinheiro no país e no mundo.


Por tratar-se de uma atividade cultural desenvolvida em ambiente externo ao espaço escolar, e sobretudo, por este ambiente estar localizado no centro da cidade, próximo a diversos padrões construtivos – modernos e antigos – a atividade de reconhecimento do CCBB proporcionou aos estudantes múltiplas experiências, dentre as quais, além de conhecer a história de uma das principais instituições bancárias do país, o reconhecimento de um dos principais pontos da cidade, o Centro do Rio e suas diversas características.
Por Ana Paula Araujo

sábado, 1 de junho de 2013

Conhecendo a justiça através do seu Palácio


No dia 23 de maio de 2013, os alunos do 6° ano do CIEP Patrice Lumumba, em Del Castilho, tiveram a oportunidade de participar de uma visita guiada ao Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ).

A atividade, proposta pela professora Norma Santos, da turma 1.602, propiciou a motivação dos alunos para o desencadeamento de ações relacionadas aos direitos e deveres dos cidadãos.

O grande jurista Ruy Barbosa, interpretado por Eduardo Diaz, e Têmis, a deusa grega protetora das leis e dos juramentos, interpretada por Thaisa Areia, comandam as visitas guiadas do palácio. Após uma breve contextualização, os guias os levam para a escadaria lateral de acesso ao Salão dos Passos Perdidos. Com o nome oficial de Salão dos Bustos, o espaço ficou conhecido dessa forma por ser o local onde advogados, familiares, jornalistas e curiosos se reuniam nos intervalos dos julgamentos.

 
 
No segundo pavimento, a visita segue pelo suntuoso salão histórico do Primeiro Tribunal do Júri, local preferido das crianças, onde elas podem conhecer o funcionamento de um júri.

 
Ao entrarem nos salões dos tribunais os alunos puderam de forma objetiva fazer parte dos tribunais, podendo escolher o local onde sentar e desta forma seriam designadas suas ações perante a corte presente, o que representou um momento surpreendente para as crianças. Palco de diversos julgamentos célebres, o espaço guarda a memória da história do Júri. Desta forma, os alunos tiveram a oportunidade de partilhar do conhecimento histórico com a expressão da arte que se fez presente em forma teatral. E o mais estimulante e motivacional para todos foi aprender através da formalidade da justiça o cultivo de valores como o respeito as regras fundamentais para o exercício da cidadania.

No terceiro andar, a visita segue pela Câmara Isolada, sala de sessão onde os desembargadores se reuniam para o julgamento em colegiado dos processos em segunda instância, e pelo Tribunal Pleno, local onde se reuniam os desembargadores, por ocasião das sessões do mais alto órgão do Poder Judiciário. O plenário recebeu eventos marcantes da vida judiciária e política do país, sendo o mais importante deles a promulgação do Código Penal Brasileiro, em 1940, com a presença do então Presidente da República Getúlio Vargas.
 

O passeio é encerrado no térreo, quando o público conhece o Pátio Interno do Palácio e as dependências do CCPJ-Rio, com uma passagem pela Sala de Acervo de Figurinos e a Sala Multiuso, onde se realizam diversas atividades, como espetáculos teatrais, musicais, exibições de filmes, cursos, entre outros. Ao término da visita, os estudantes participaram de uma peça teatral onde puderem recitar trechos da obra de Ruy Barbosa.

 
Por Ana Paula Araújo,
Gestora de Projeto do Bairro Educador de Engenho da Rainha

terça-feira, 26 de março de 2013

Estudantes conhecem os sistemas de controle do MetrôRio


As turmas de 6º ano do CIEP Patrice Lumumba, BE Engenho da Rainha, participaram, no dia 26 de março, do projeto Estação Alegria, promovido pelo MetrôRio em sua sede, no centro do Rio.


O projeto que conta com o apoio e a parceria do Bairro Educador, visa favorecer o conhecimento dos estudantes sobre a companhia de transporte metroviário, possibilitando que eles tenham acesso aos setores desconhecidos da maioria dos usuários, como o Centro de Controle. Além disso, são realizados diálogos educativos sobre cidadania, meio ambiente e responsabilidade social.


Os estudantes da unidade escolar foram acompanhados pelas professoras Adélia Azevedo e Norma Santos. O Bairro Educador foi representado aos funcionários do MetrôRio pela gestora de projeto  Déborah Sobrino, que também acompanhou a atividade.


Houve uma boa interação entre os estudantes e as atividades propostas durante a visita ao Centro de Controle. Além de tirarem algumas fotos, eles fizeram algumas perguntas dirigidas aos funcionários do espaço, que apresentaram os detalhes de funcionamento do MetrôRio.


Após a ida ao Centro de Controle, os estudantes assistiram a uma palestra com a responsável pelo setor de Responsabilidade Social do MetrôRio, Viviane Barros. Viviane falou sobre os cuidados necessários que as pessoas devem ter ao usar o metrô, desde o acesso aos trens nas plataformas, até a utilização propriamente dita do meio de transporte. Em seguida, os estudantes participaram de uma atividade lúdica, o que contribuiu para reforçar o aprendizado dos mesmos.

Déborah Sobrino

Alunos visitam a Estação da Alegria do MetrôRio


Os estudantes da turma 1601 (6º ano) do CIEP Patrice Lumumba, BE Engenho da Rainha, visitaram no dia  26 de março, o Centro de Controle do MetrôRio, localizado próximo a Central do Brasil, como ação do Projeto Estação Alegria, acompanhados pela professora Adelia Azevedo e pela integrante do Projeto Bairro Educador, Deborah Sobrino.


O Bairro Educador é um projeto que colabora com as escolas oferecendo atividades pedagógicas. De acordo com os estudantes a estação estava muito cheia, horário da manhã, todos indo trabalhar.  

Chegando no Centro de Controle do Metrô Rio, nós formamos  uma fila e fomos para a entrada do prédio; tiramos várias fotos em conjunto. Fomos recebidos pelas funcionárias, que nos levaram para a Sala de Monitoramento. Vimos como os técnicos monitoram os trens; a funcionária explicou que aquela sala era o local de monitoramento das linhas 1 e 2; também falou que os trilhos do Metrô tem aproximadamente 750 volts de energia, acrescentando que o Metrô possui 36 estações que  transportam os passageiros  em  trens com 6 carros cada um.


Aprendemos também que devemos ajudar a cuidar do patrimônio do Metrô Rio. Depois participamos de  uma palestra que informou sobre a segurança dos passageiros no Metrô, a importância da limpeza e da conservação dos trens e das estações, os cuidados especiais com os idosos, gestantes e com pessoas deficientes; soubemos também que os vagões têm um número menor de bancos para que aumente o número de  passageiros, mesmo que viajando em pé.


Ao final da palestra, participamos de uma gincana, como se fosse um teste a respeito do que foi falado na palestra. Gostamos das perguntas que foram feitas e da atuação da turma. Nós também ganhamos brindes, pela participação na aula e pelo bom resultado alcançado.


Ao final, voltamos para a Sala de Controle; onde respondemos a algumas perguntas sobre o desempenho dos funcionários do MetrôRio e a Companhia nos ofereceu um lanche ao final da visita. Vimos também plantas bonitas no quintal do prédio, como girassóis, orquídeas, uma goiabeira carregadinha e pés de dente de leão. Tiramos muitas fotos que serviram para ilustrar este texto.

De volta para escola, pegamos o trem do Metrô na estação Central do Brasil, destino Del Castilho. Gostamos muito do passeio, aprendemos como funciona o Metrô, e a sua manutenção. Agradecemos a atenção, o conforto dos lugares e como nós fomos tratados. Gostaríamos de ter outras oportunidades de passeios.

Por alunos do CIEP Patrice Lumumba


quarta-feira, 13 de março de 2013

Del Castilho como sala de aula


Na quarta-feira, dia 13 de março, o gestor de núcleo do Projeto Bairro Educador, Adriano de Araujo, esteve no CIEP Patrice Lumumba, em Del Castilho,  para dialogar sobre o plano de trabalho junto à unidade escolar. Participaram da reunião a diretora Tania Correa, a diretora adjunta Roberta Cardeal, as professoras Norma Santos e Adélia Azevedo e a educadora comunitária Cleuza Luiza.


O gestor de núcleo apresentou o plano de trabalho elaborado pela gestora de projeto do Bairro Educador do Engenho da Rainha, Marcia Fernandes, a partir de encontros com direção e professores, em especial, as professoras Norma Santos e Adélia Azevedo. As duas professoras vêm trabalhando noções e valores associados à importância da comunidade local como recurso pedagógico para a aprendizagem e a cidadania.


De acordo com o plano de trabalho para o primeiro semestre de 2013, pretende-se dialogar junto aos estudantes das turmas 1601 e 1602 os conceitos de “comunidade”, “bairro” e “cidade”, bem como exercitar as habilidades de levantamento histórico sobre o bairro de Del Castilho; a realização de pesquisa de campo sobre os equipamentos públicos, bem como das organizações não governamentais atuantes no território.

A ideia é continuar o trabalho iniciado em 2012, quando foram realizadas diversas ações tendo em comum o bairro, seus moradores e as peculiaridades locais. O ponto de partida foi quando os estudantes começaram a refletir sobre as possíveis diferenças entre o grafite a e pichação. Aproveitando a disponibilidade de oficinas de grafite com o artista Airá O Crespo, oportunizadas pelo SESC de Madureira e intermediadas pelo Bairro Educador, foram exercitadas formas e tipos de letras usadas no grafite e depois os estudantes puderam mostrar o que aprenderam grafitando os muros do CIEP.


O Bairro Educador ofereceu também oficinas de lambe-lambe com o gestor de projeto Marcio Garcia, como forma de ampliar a compreensão de que a arte é acessível e não está restrita somente a galerias e museus. Em seguida, ampliando e reforçando a intencionalidade pedagógica da proposta, foram feitas pesquisas na internet sobre a origem do grafite, ao mesmo tempo que iniciou-se uma série de conversas e debates em sala de aula sobre a possibilidade de se fazer arte. O objetivo foi fazer com que os estudantes observassem como o grafite e a pichação encontram-se distribuídos no entorno da escola.

Deve-se registrar que toda essa temática foi inspirada no projeto pedagógico da unidade escolar em 2012, centrado na importância dos valores básicos para a convivência humana, na valorização e apropriação do bairro em que residem e no reconhecimento da arte como suporte para a sensibilidade do olhar.

Um dos locais escolhidos para se conhecer melhor o bairro foi a visita de estudantes e professores à antiga fábrica de papel Gretisa, hoje ocupada por moradores. É a professora Norma, numa avaliação dirigida ao bairro Educador que nos conta:



“O desenvolvimento do Projeto trouxe aos alunos a oportunidade de absorver importante aprendizagem técnica e também promoveu a reflexão dos mesmos sobre as diversas transformações que poderiam realizar em suas vidas e na comunidade onde residem. As oficinas práticas despertaram nos alunos a consciência da importância de sua ação no espaço em que moram a fim de modificá-lo. A culminância do Projeto consistiu em uma aula-passeio pela comunidade, buscando transferir o conteúdo aprendido no interior da escola para a vida cotidiana. Essa experiência foi indescritível, tamanho o orgulho dos alunos em nos conduzir, como “guias turísticos” pelo “seu espaço” apresentando-nos às pessoas, mostrando-nos os lugares e ao mesmo tempo observando as mudanças que poderiam ser realizadas para transformar aquele “seu ambiente” em um lugar melhor para viver”.

Para a equipe do BE foi gratificante perceber como a professora está se apropriando do projeto, vital para a sustentabilidade do mesmo, da mesma forma que traduz a missão e o desafio do Programa Escolas do Amanhã, ao afirmar:


"O Projeto desenvolvido com os alunos da turma 1601 abrangeu, ao mesmo, tempo três dos quatro pilares da metodologia de trabalho referente aos Elementos Constituintes do Bairro Educador que são: Apropriação do Bairro; Projeto Escolar de Educação Integral; Interação Família-Escola. A Escola do Amanhã, sempre localizada em área de comunidade, possui uma especificidade diferenciada no público atendido. Dessa forma, para que aconteça a plena aprendizagem é preciso promover a Educação Integral do aluno atendido através do olhar crítico em relação à sua forma de vida em comunidade e a reflexão das mudanças necessárias em busca da qualidade de vida por eles almejada. Acredito que as atividades realizadas no decorrer do Projeto proporcionaram aos alunos uma experiência única de aprendizagem, desenvolvendo um novo olhar em relação à sua comunidade, gerando assim a apropriação do bairro em que residem e contribuindo no processo de reconhecimento de sua própria identidade. A partir dessa percepção, os alunos passam da condição de meros espectadores sociais para agentes de mudança e transformação de sua realidade social, deixando de sonhar com a vida das pessoas famosas que aparecem na mídia e reconhecendo as possibilidades reais de conquistarem uma nova condição de vida pessoal, familiar e comunitária a partir do que ouviram e das técnicas aprendidas nas oficinas realizadas durante o projeto desenvolvido, numa visão de educação integral e promotora de mudanças”.


Por fim, registra-se a importância do trabalho realizado, não somente para os estudantes, mas para a própria professora Norma:


“Em relação ao significado do Projeto para mim, foi a oportunidade de estar bem perto da comunidade em que trabalho, observar os aspectos gerais do ambiente no entorno da escola e, mais importante ainda, conhecer as casas e os familiares dos meus alunos fora do ambiente escolar. Essa interação com a comunidade foi muito produtiva e perceber o carinho dos familiares e o orgulho dos meus alunos ao me apresentarem o seu contexto de vida foi algo emocionante e inesquecível, são imagens que estarão sempre em minha memória. Na realidade, eu também me apropriei dessa comunidade e aumentou o respeito e o carinho que já sentia pela mesma”.

Fica registrado a gratidão do Projeto Bairro Educador à gestora de projeto Marcia Fernandes pelo trabalho realizado e à professora Norma, pelo exemplo de profissionalismo, empenho e respeito pela educação pública.

Por Adriano de Araujo

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aprendendo e incentivando as habilidades artísticas dos alunos


No dia 30 de outubro, aconteceu o workshop sobre a técnica de Lambe-Lambe no CIEP Patrice Lumumba, integrante do BE Engenho da Rainha, com os estudantes do 5º e 6º ano. O workshop ocorreu como ação integrada à trilha educativa "Oficineiros em Ação" que foi realizada em parceria com a Gestora de Projetos do Bairro Educador de Irajá, Ana Carolina Duarte de Souza.


A ação levou em consideração a sensibilização dos estudantes para a existência de outra técnica de grafismo, que reforça a valorização da produção e das habilidades artísticas dos mesmos, além de uma nova forma de intervenção artística nos muros internos da escola, desenvolvendo noções de pertencimento ao espaço da unidade escolar.

 A técnica do Lambe-Lambe, desenvolvida pela gestora de projetos Ana Carolina, consistiu na criação de uma imagem (desenho, pintura, etc.) sobre uma folha de papel-jornal, que depois pôde ser recortada e colada nas paredes ou nos muros da escola. No mesmo dia, foi realizada a intervenção nos muros internos do CIEP Patrice Lumumba.


Já no dia 08 de novembro, dando continuidade à trilha educativa, os estudantes fizeram o mapeamento dos locais no entorno do CIEP Patrice Lumumba que são grafitados e / ou pichados. O objetivo desta ação foi analisar a existência da arte do grafite na comunidade, em contraponto às pichações. Esta ação contou com a presença dos alunos do 6º ano experimental, da professora regente da turma Norma Santos, da agente educadora e da gestora do projeto Bairro Educador Engenho da Rainha, Marcia Fernandes.


As conclusões retiradas pelos estudantes, a partir da observação do espaço físico percorrido, é que quase não existem pichações. Em relação à grafitagem, estas aparecem com mais frequência em muitos locais. Os lugares com maior predominância do grafite foram as paredes do prédio da Associação de Moradores, localizada próxima à unidade escolar e algumas residências com os desenhos nos muros, bem como nos muros da Estação Del Castilho do Metrô Rio.

A próxima oportunidade de atividade educativa dentro da trilha irá apostar na interdisciplinaridade, contando com a sala de informática como local para seu desenvolvimento. O aplicativo Google Maps, servirá de apoio para o mapeamento concreto dos espaços percorridos, além disso, serão assinalados os pontos possíveis de intervenção dos estudantes a partir da técnica do Lambe-Lambe, anteriormente utilizada na própria unidade escolar.

Outra forma de integrar tecnologia, educação e arte local, foi a possibilidade de criação de uma página, ou grupo, no Facebook, que será alimentada pelos próprios estudantes. Tal ferramenta de registro e comunicação mostrará o resultado do mapeamento realizado na comunidade e as impressões e conclusões que os alunos tiveram desta atividade.
Por Marcia Fernandes

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Arte urbana dentro da escola

Grafite¹, e ritmos musicais como rap e hip hop foram os valores da cultura urbana transmitidos aos estudantes do 5º e 6º ano do CIEP Patrice Lumumba, pelos grafiteiros Airá Iluaiê de Almeida, (Crespo) e Ricardo Rilo (Coé), parceiros do Bairro Educador (BE) Engenho da Rainha, na tarde da última sexta feira, 03 de agosto. A oficina de grafite realizada na unidade escolar, ocorreu através de uma articulação entre a direção do CIEP, o Sesc de Madureira e o BE, e teve como um dos objetivos trabalhar letramento e resgate dos valores humanos.

Grafiteiros explicando para os alunos a origem do grafite

Os grafiteiros explicaram a história da arte urbana e a origem das danças de rua: rap e hip hop. Além disso, eles também ensinaram aos estudantes algumas técnicas utilizadas na construção de letras artísticas e fizeram com eles um exercício, onde cada estudante escolheu um apelido e reproduziu as letras no estilo grafite.

Carla Rodrigues, estudante do 5º ano, ressaltou a oficina, despertou sua criatividade e também aprendeu novos conceitos sobre arte.


“ Gostei bastante de aprender a história do grafite, que é uma arte que eu via nas ruas, e não sabia de onde vinha. Acho que deveria ter este tipo de oficina com mais frequência na escola”.

Para Adélia Azevedo, professora do 5º ano e arte terapeuta, o grafite auxiliará no trabalho de letramento, que será realizado com os estudantes. Segundo ela, a oficina faz parte da realidade da comunidade escolar.

Professora Adélia e os estudantes do 5º ano

“Esta oficina vai me dar subsídio para trabalhar arte, letramento e leitura com os alunos em sala de aula. A arte tem como objetivo potencializar a criatividade deles”.

Airá, grafiteiro há 10 anos, descobriu o grafite através de um filme sobre arte contemporânea, que assistiu durante a infância. Ele também comentou que ainda há um certo tipo de preconceito com relação ao grafite, pois muitos ainda o confundem com pichação. Ele destacou a importância da cultura urbana estar presente na comunidade escolar.

Airá, Cláudia Annis (Executiva Técnica Sócioeducativa do Sesc de Madureira) e estudantes

“As novas gerações estão se conscientizando que o grafite é uma arte contemporânea, pois estimula a linguagem artística. A parceria com o Bairro Educador e o Sesc é ótima, porque através de uma oficina como essa podemos formar multiplicadores da arte e cultura urbana”.

Os estudantes, com o auxílio dos artistas grafitaram no muro da unidade escolar quatro palavras que os mesmos escolheram em consenso, durante uma votação feita em sala de aula, são elas: respeito, amor, paz e amizade. Este exercício surgiu em virtude do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, que trabalha a questão dos valores humanos.

Estudante grafitando o muro do CIEP

Para a diretora adjunta Roberta Cardial, esta é uma atividade integradora onde os estudantes expõem a criatividade e sentimentos de uma forma crítica e lúdica.


“Através da arte o aluno transmite sua forma de pensar e os conhecimentos adquiridos dentro das salas de aula. Essa oficina é um dos caminhos para tentar trabalhar a indisciplina de alguns alunos. O resultado da parceria com o Bairro Educador é totalmente positivo e está sendo bastante proveitoso para a comunidade escolar”.

O grafite¹ é uma forma de expressão artística que teve início na pré-história, a partir da pintura rupestre. Os homens usavam instrumentos naturais para deixar marcado nas paredes e rochas, suas próprias marcas e identidade, pois acreditavam que essa arte tinha algum efeito para eles.


Por Ana Paula Santana