A COMUNIDADE A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


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terça-feira, 11 de junho de 2013

Maquete como recurso didático: aprendizagem e interação


Nos dias 28 de maio e 04 de junho, estudantes do 5o e 6o ano da Escola Municipal Olímpia do Couto, do Bairro Educador de Irajá, participaram de atividade educativa cujo objetivo foi a construção de maquetes representando a unidade escolar (UE) e o seu entorno. Tratou-se de uma atividade pedagógica que busca, no contexto do Projeto Político Pedagógico da UE levar os estudantes a refletirem sobre as transformações em seu espaço de convivência diário.


A construção das maquetes levou em consideração as mudanças ocorridas no entorno da escola nos últimos 40 anos. Assim, antes do início do trabalho prático de construção das maquetes, os alunos fizeram uma breve pesquisa na internet, onde buscaram por fotos do entorno da escola durante os anos 70, data de fundação da mesma.


A partir de observações das imagens antigas e comparando-as com as atuais, os alunos deram início ao trabalho de construção das representações, que levaram em consideração dois momentos, o histórico e o atual. Neste contexto, foram formados dois grupos, cada qual ficou responsável pela representação do espaço em tempos distintos.

Dentre as observações feitas pelos estudantes, destacam-se: o aumento no número de construções, a redução de áreas verdes, a canalização e aumento da poluição do Rio Irajá, próximo ao colégio e presença de lixos nas ruas.  Além disso, o trabalho elaborado pelos alunos ficará exposto na Nave do Conhecimento de Irajá, no dia 05 de junho, em função das comemorações ao Dia Nacional do Meio Ambiente.


Esta parceria entre a Escola e a Nave do Conhecimento de Irajá, firmada no começo do semestre, tem sido importante para fortalecer os laços da instituição com a escola e criar novas oportunidades para o ensino, que neste momento é pensado como projeto de educação integral, ultrapassando os muros da escola.


A ação de construção de maquetes foi ainda importante, porque proporcionou a interação e a cooperação entre os alunos, estimulando o trabalho em grupo e facilitando o entendimento sobre o tema proposto, na medida em que os estudantes fizeram parte do processo de aprendizagem de forma ativa.
Diogo Dutra

terça-feira, 7 de maio de 2013

O “nosso” mural


Os alunos do 5o e 6o ano da Escola Municipal Olímpia do Couto, BE Irajá, participaram no dia 7 de maio, da atividade de elaboração de um mural para apresentar as atividades realizadas na escola para sensibilizar e convidar a comunidade escolar a participar de forma ativa nas ações.


A elaboração do mural contou com a “colagem” de fotos da aula-passeio realizada à Nave do Conhecimento de Irajá, de redação sobre o mesmo tema elaborada pelos estudantes e cartazes com desenhos da escola, referente a atividade “A escola como espaço de convivência e aprendizado”.

Os alunos dividiram-se em grupos, onde, enquanto alguns elaboravam letreiros e recortavam o material, outros ajudavam a fixar parte dos cartazes no mural. Durante a atividade, os alunos relataram estar animados em poder participar de uma atividade que ficará exposta nos corredores da Olímpia.


Tendo em vista que parte dos cartazes e murais da Escola muitas vezes são rasgados por estudantes, a participação de alguns deles é uma forma de incentivar o respeito aos trabalhos que ficam expostos na unidade escolar.
Por Diogo Dutra

terça-feira, 30 de abril de 2013

Facebook na escola: uma proposta pedagógica


Os estudantes da Escola Municipal Olímpia do Couto, BE Irajá, participaram no dia 30 de abril, da oficina de informática, com o objetivo de aprender a criar uma página em uma rede social, cujo foco foi a elaboração de um perfil virtual para a unidade escolar, utilizando o facebook.


Durante a oficina, foi explicado para os estudantes, como uma página virtual do facebook pode ser útil para divulgação dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pela escola, sobretudo àqueles ligados à produção de textos. Neste sentido, os mesmos foram estimulados a elaborar uma redação, onde falaram sobre a experiência de uma das últimas atividades que haviam participado - a visita à Nave do Conhecimento de Irajá e como esta experiência poderia ser relatada no perfil virtual da escola.


Em seguida, os estudantes criaram, com a ajuda do gestor de projeto do BE, um perfil virtual para a escola, onde postaram fotos da última visita à Nave do Conhecimento e fizeram uma atualização de status para o perfil da unidade escolar.


Após a criação da página, duas estudantes foram convidadas a assumirem a função de alimentar com informações o perfil da escola. Além destas, alguns professores foram informados pela coordenação sobre a criação do perfil e de como estes poderiam alimentar a página e propor atividades de leitura e escrita em aula que pudessem ser publicadas na mesma.

A criação de um perfil público para a escola no Facebook encontrou total apoio dos alunos, pois além de possuir maior visibilidade entre os mesmos, o seu manuseio é considerado menos complicado que uma página de blog, por ser mais dinâmico.

A oficina de criação de um perfil virtual, além de aproximar os estudantes da escola permite que os mesmos sejam capazes de expressar o lado criativo através da escrita.

Por Diogo Dutra de Souza

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Uma Nave de muitos conhecimentos


Os estudantes da Escola Municipal Olímpia do Couto, acompanhados dos gestores de projeto do Bairro Educador Irajá, Diogo Dutra e Fernanda Souza e da educadora comunitária do Programa Mais Educação, Márcia Paiva, visitaram na terça feira, 24 de abril, a Nave do Conhecimento de Irajá.


A visita faz parte do plano de trabalho elaborado pelo gestor Diogo para a unidade escolar e atende a proposta do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, cuja temática gira em torno da história da cidade do Rio de Janeiro, do bairro de Irajá e da própria escola.


Mais do que uma proposta de aula-passeio, a ida a Nave do Conhecimento teve como objetivo dar continuidade ao trabalho de reconhecimento do bairro, tendo como foco a apropriação de espaços e equipamentos públicos da cidade por parte dos estudantes.

Na interior da Nave, os estudantes puderam observar e interagir com obras de arte expostas em quadros eletrônicos, apresentando imagens históricas do bairro de Irajá. Além disso, eles também tiveram a oportunidade de interagir com a mesa eletrônica do Google Maps, lousa interativa, além de usufruir de acesso livre à internet.


Neste contexto, a Nave do Conhecimento apresenta-se como uma interessante proposta de espaço público que pode ser apropriado pela comunidade escolar no sentido de promover um aprendizado não formal, fortemente relacionada com o contexto local dos estudantes.

Durante a visita, além da oportunidade de conhecer as instalações do espaço físico e interagir com os equipamentos, os estudantes também receberam informações sobre o funcionamento da Nave e de como podem e devem fazer para utilizar este espaço em seu dia-a-dia. Eles também foram convidados a assistir as apresentações de cinema que acontecem todos os sábados, na parte da tarde e que são abertas a comunidade, além da possibilidade de realizarem diversos cursos e oficinas gratuitos, no local.


A equipe do Projeto Bairro Educador agradece a parceria da Nave do Conhecimento de Irajá e espera ampliar ainda mais esta parceria, sobretudo para as escolas do bairro, que podem contar com mais um espaço de cooperação e aprendizagem no território onde estão situadas.

Por Diogo Dutra

terça-feira, 9 de abril de 2013

A escola como espaço de convivência e de aprendizagem


Os estudantes do 4º, 5º e 6º ano da Escola Municipal Olímpia do Couto, Bairro Educador Irajá, reuniram-se no dia 09 de abril, na sala de leitura para confeccionar cartazes com desenhos representando a unidade escolar onde estudam. Atendendo a proposta do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, que tem na fundação da cidade do Rio de Janeiro seu tema central, esta foi mais uma atividade que tem por objetivo a valorização e o reconhecimento do bairro e da escola.


Os estudantes formaram quatro grupos diferentes, e cada qual confeccionou seu próprio cartaz representando a escola. Durante a atividade, eles foram estimulados a pensar a escola como espaço de convivência e de aprendizagem. A confecção dos cartazes também incentivou a cooperação e o trabalho em grupo.


Ao final da atividade alguns alunos tiraram fotos exibindo sua “arte” e foram informados de que as mesmas ficarão expostas em um mural, o qual irá comportar diversas atividades desenvolvidas pelo Bairro Educador na escola.


Os resultados esperados da atividade foram que os estudantes percebessem a relação entre a dimensão de um determinado espaço ou território do mundo real e a sua representação no papel e que se sentissem estimulados e incentivados à pesquisa e a escrita, utilizando recursos tecnológicos, bem como reconhecessem a história do bairro onde vivem. A avaliação final é que esses resultados foram alcançados de forma satisfatória.


A ação, mais uma vez contou com a colaboração de Márcia Paiva, educadora comunitária do Programa Mais Educação, e que já está planejando, junto ao gestor de projeto do BE, as demais atividades, como a visita à Nave do Conhecimento e uma oficina de blog, onde os alunos poderão relatar e divulgar as atividades realizadas na unidade escolar.

Por Diogo Dutra

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mapeando para conhecer


Os estudantes da Escola Municipal Olímpia do Couto, Bairro Educador Irajá, participaram no dia 04 de abril, de mais uma atividade de mapeamento e reconhecimento do território envolvendo os alunos dos 5º e 6º ano. O objetivo da ação, que contou com a participação de alunos do contra turno da tarde, foi levar os estudantes a (re) conhecer um pouco da história do bairro onde vivem.


Participaram da ação, o gestor de projeto Diogo Dutra e a educadora comunitária do Programa Mais Educação, Márcia Paiva, que organizou e mobilizou os estudantes para a atividade.

Como motivação para a ação foram pensadas as seguintes questões:
  •  Refletir junto aos alunos sobre o local onde está localizada a escola em que eles estudam;
  • Estabelecer as relações de pertencimento da escola em relação ao bairro de Irajá e à cidade do Rio de Janeiro;
  • Apresentar a origem do nome do bairro “Irajá” como "Lugar que dá (faz) mel" em função dos índios que ali foram empregados no trabalho dos engenhos de açúcar que, desconhecendo o produto, atribuíam ao açúcar a semelhança na doçura do mel;
  •    Explicar que Irajá é um dos bairros mais antigos do Brasil, possuindo mais de 400 anos.

Essas orientações possibilitaram trabalhar a história de formação do bairro, sua importância e alguns elementos presentes em sua paisagem.


Posteriormente, no desenvolvimento do trabalho, os educadores motivaram os estudantes a produzirem em uma folha de papel o trajeto que eles fazem de casa até a escola. Em seguida, eles localizaram o bairro e a escola no Google Earth e, a partir da localização da escola, eles identificaram o trajeto da Olímpia do Couto até suas casas. Outro ponto importante da atividade foi quando os estudantes foram solicitados a observarem e descreverem, em uma folha de papel, os pontos do bairro reconhecidos por eles. Alguns desses pontos foram o cemitério de Irajá, o Ceasa, o Conjunto Habitacional do Amarelinho e a Avenida Brasil, além da própria unidade escolar onde estudam e da Escola Municipal Sebastião de Lacerda, que fica ao lado.

Por fim, os estudantes produziram desenhos com suas representações sobre o bairro. O desenvolvimento do mapeamento do território junto aos estudantes é parte fundamental de uma série de outras atividades que estão sendo planejadas para o semestre com o intuito de levar os estudantes a reflexão sobre o bairro onde vivem e estudam, procurando mostrar a importância de conhecer os seus espaços de convivência.

Por Diogo Dutra

terça-feira, 26 de março de 2013

Conhecendo o bairro de Irajá


Os alunos da Escola Municipal Olímpia do Couto, integrante do BE Irajá, participaram no último dia 26 de março, do “Mapeando para conhecer”, atividade que teve como objetivo levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do bairro onde vivem, utilizando recursos tecnológicos, como por exemplo, o Google Maps.

A ação contou com a participação de alunos do 5º e 6º ano e, mais uma vez, com a parceria de Márcia Paiva, educadora comunitária do Programa Mais Educação, que mobilizou os estudantes para participar das atividades e auxiliou na organização da mesma.


Durante o mapeamento, o gestor de projeto, Diogo Dutra, indagou os estudantes sobre a história de formação de Irajá e alguns elementos presentes na paisagem do bairro. Diogo também explicou para os estudantes a origem e a data de surgimento do bairro, e falou sobre algumas construções significativas para os moradores, como por exemplo, a Igreja Nossa Senhora da Apresentação, que tem mais de 400 anos de história, e o conjunto habitacional do Amarelinho.

Após ficarem sabendo um pouco mais sobre a história do lugar onde vivem e onde está situada a escola onde estudam, os alunos foram convidados a fazer um passeio virtual pelo bairro através do Google Maps.
Ao visitar diferentes lugares, através da internet, os alunos buscaram no mapa imagens de outras cidades, como Paris, São Paulo e a cidade de Orlando, na Flórida, onde está situada a Disney.

Após o término do passeio virtual os alunos fizeram desenhos representando o trajeto casa-escola e outros aspectos presentes no bairro. O comércio local, o Rio Irajá (conhecido popularmente por valão), também foram identificados por eles como pontos conhecidos do bairro.


O desenvolvimento do mapeamento do bairro junto aos alunos é parte fundamental de uma série de outras atividades que estão sendo planejadas para este semestre, com o intuito de levar os estudantes a reflexão sobre o bairro onde vivem e estudam, procurando mostrar a importância de conhecer os seus espaços de convivência. Além disso, também será construída uma página de blog onde os mesmos poderão escrever sobre a história da unidade escolar e do bairro que a integra. 

Por Diogo Dutra


terça-feira, 19 de março de 2013

“Escritores da Liberdade”


Na última terça-feira, 19 de março, os estudantes do 5º e 6º ano da Escola Municipal Olímpia do Couto, integrante do BE Irajá, assistiram ao filme “Escritores da Liberdade”. A produção narra a história de uma professora novata, Erin Gruwell (interpretado pela atriz Hilary Swank) que tenta mudar o ambiente em uma sala de aula marcada pela violência e o preconceito racial. Para isso, depois de várias tentativas frustradas de aproximação e interação com a turma, ela passa a incentivar a produção de diários como instrumentos de reflexão e posicionamento sobre o ambiente onde vivem, despertando atitudes, na sala e na escola, até então não imaginados.


A ação foi uma iniciativa do gestor de projeto do BE Irajá, Diogo Dutra, que contou com o apoio da educadora comunitária do Programa Mais Educação, Márcia Paiva, que em parceria já planejam o desenvolvimento de outras atividades.

Esta foi a primeira ação educativa do ano, promovida entre o BE e a unidade escolar. Tal iniciativa tem como objetivo levar os estudantes a refletirem sobre a importância da leitura e da escrita como forma de comunicação, bem como, de exposição de ideias e pensamentos a partir da observação de fatos do cotidiano.


Durante a exibição do filme, muitos estudantes se identificaram com os temas abordados: preconceito racial, desigualdade e violência urbana.  Sendo assim, foi possível promover um diálogo aberto sobre a forma como esses problemas podem ser tratados no cotidiano.

A ação serviu também como sensibilização para o trabalho que será desenvolvido sobre a produção de blogs (diários virtuais), usando as ferramentas disponíveis atualmente na internet. Os blogs possibilitarão que os estudantes contem suas histórias, a história da escola e do bairro, reforçando o aspecto de liberdade de pensamento, da expressão e da comunicação de ideias.

Por Diogo Dutra

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Teatro Educativo sobre o meio ambiente


Em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, nos meses de outubro e novembro, o Projeto Bairro Educador promoveu apresentações teatrais sobre o meio ambiente para os CIEPs Dom Oscar Romero, Dr. Adão Pereira Nunes e as Escolas Municipais Sebastião de Lacerda, Olímpia do Couto e Cornélio Pena, BE Irajá. Cerca de 1.200 estudantes, do 1º ao 5º ano, puderam aprender de forma lúdica, e interativa, sobre a importância de preservar a natureza.


Em 2012, em consonância com a Rio + 20, todas as unidades escolares do Bairro Educador de Irajá, de primeiro segmento,desenvolveram projetos e atividades educativas relacionadas às temáticas do meio ambiente: sua preservação e sustentabilidade.  Por esta razão, a gestora de projetos decidiu junto com as unidades escolares, realizar apresentações de teatro para os estudantes nas referidas instituições de ensino. 

“Nós não somos atrizes profissionais, mas sim agentes educadoras do meio ambiente. Resolvemos criar este teatro educativo para que vocês possam aprender se divertindo”, diziam as atrizes ao final da peça teatral, que divertiu os pequenos.

Durante a peça teatral, os alunos tiveram a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentossobre como podemos preservar a natureza no nosso dia a dia, e as conseqüências dos danos causados pelo homem para a natureza.

Ao final da apresentação, as educadoras ambientais fizeram uma roda de bate-papo com os estudantes sobre os assuntos apresentados na peça. A fim de promover reflexão,convidaram alguns estudantes para participar da dinâmica “casos”, um momento onde os próprios estudantes puderam dar exemplos de preservação e/ou destruição do meio ambiente, a partir das suas próprias experiências de vida.


Após o espetáculo, alguns estudantes que participaram das dinâmicas propostas pelas educadoras, foram premiados com broches, representando a participação no grupo dos guardiões do meio ambiente. Esta é uma forma simbólica de incentivá-los a continuarem zelando pelo meio ambiente na escola e na comunidade onde vivem.

“Porque você está catando esses papéis do chão?”Perguntou uma professora ao seu aluno, que ganhou o broche. Ele respondeu: “Agora eu sou um agente do meio ambiente. “Tenho que cuidar para que tudo fique limpinho aqui no CIEP”, relatou a coordenadora pedagógica Ana Lúcia Galrão, do CIEP Dom Oscar Romero.
Ana Carolina Duarte.
Gestora de Projetos do Bairro Educador Irajá

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Museu do Folclore desenvolve atividade sobre Cultura Popular


Durante o mês de setembro e outubro a Escola Municipal Olímpia do Couto, BE Irajá, em parceria com o Museu do Folclore, desenvolveu diferentes atividades sobre Cultura Popular, relacionadas ao projeto “Diversidade Cultural”, beneficiando cerca de 95 estudantes do 5o ano da unidade escolar.


Através destas atividades, os estudantes puderam ampliar os seus conhecimentos ligados a cultura popular, através de palestras sobre folclore, literatura de cordel e oficina de xilogravura. Durante as atividades, os alunos descobriram que na comunidade onde vivem, conhecida popularmente como comunidade do Amarelinho, existe uma diversidade de elementos de cultura popular, bastante típica da comunidade, mas que não eram reconhecidas. Exemplo disto são as gírias e ditos populares, usadas pelos estudantes em seu dia a dia e que foram criadas pela comunidade e repassadas oralmente pelos habitantes locais.

Agora ninguém mais vai falar que onde eu moro é sem cultura. Aprendi na palestra que cultura é tudo aquilo que o homem produz e cultura popular é tudo aquilo criado pelo povo e passado de forma oral para as outras pessoas. E isso tem aqui na comunidade! Exemplo disso é a expressão “Tá de soci”, todo mundo que mora aqui (no Amarelinho) sabe o que significa: a pessoa está tranquila, mas quem não mora aqui não entende”, afirmou o estudante Eduardo Oliveira, da turma 1502.


Além de resgatar as tradições da comunidade onde moram, os alunos puderam ampliar os conceitos sobre folclore, que geralmente está ligado aos elementos clássicos, tais como: lendas, parlendas, festas, o que é o que é, etc. O Museu do Folclore forneceu o Projeto Mala e Cuia, que é uma espécie de biblioteca itinerante feita para o universo escolar, como finalidade disponibilizar para a comunidade uma fonte diversificada de pesquisa sobre cultura popular.

Possibilitar que os estudantes possam entender o folclore como algo relacionado não apenas a lendas, mas também a cultura de um povo que vive em constante transformação, é também incentivar a preservação da cultura popular e possibilitar a sua continuidade por gerações”, afirmou Ana Treto, do setor de difusão cultural do Museu do Folclore.

A oportunidade desses alunos descobrirem que entendem muito mais que lendas e parlendas, mas sobre o folclore de uma forma mais ampla e inclusiva, tem um valor inestimável. Conforme eles foram percebendo que conheciam sobre os assuntos que foram abordados, mas não usavam os termos adequados para classificar os seus saberes, a fisionomia e a postura mudaram. Já que de meros expectadores da palestra passaram a ser protagonistas do saber”, relembrou a professora Luciana Souza da turma 1503.


Valorizar o conhecimento prévio dos estudantes é uma das formas de tornar a aprendizagem significativa para eles. Para o Projeto Bairro Educador, possibilitar uma atividade onde os estudantes sejam ativos durante todo o processo de aprendizagem é contribuir para o aumento da curiosidade dos alunos, um dos fatores fundamentais no interesse e busca pelo conhecimento.

A parte que eu mais gostei foi fazer o desenho no isopor. Fazer o desenho foi fácil, difícil vai ser criar um cordel cheio de rimas e simetria de acordo com este desenho”, afirmavam os estudantes ao final da oficina deisogravura.


A isogravura é uma forma de reproduzir uma versão adaptada da xilogravura, que é uma ilustração utilizando madeira muito usada na literatura de cordel, e a gestora de projetos adaptou a técnica e usou a isogravura, uma técnica que utiliza gravura em isopor para fazer as ilustrações, e não a madeira.


No último dia da atividade sobre literatura de cordel, os estudantes foram presenteados com a presença da Rita Bizarro, que foi cobrir a atividade para o blog da 5a CRE no Rio Educa. Para a surpresa dos estudantes, a Rita além de fazer cobertura para as matérias do blog é também escritora e cordelista. Os estudantes quando souberam da notícia começaram a fazer perguntas sobre a vida de escritora.

O Projeto Bairro Educador parabeniza a unidade escolar pela iniciativa do desenvolvimento do Projeto Diversidade Cultural, aos professores, a Rita Bizarro e estudantes que participaram.

Por Ana Carolina Duarte

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Futuros jornalistas

Na última quinta feira, 16 de agosto, a jornalista da equipe de comunicação do Bairro Educador (BE), Ana Paula Santana, realizou o workshop: “Como montar um jornal”, com os estudantes do 4º, 5º e 6º ano da Escola Municipal Olímpia do Couto, unidade escolar integrante do BE Irajá.

Alunos aprendendo os jargões usados entre os jornalistas

Os estudantes manifestaram a ideia de fazer um jornal escolar utilizando como tema o meio ambiente, mas a direção da escola aproveitou essa iniciativa e decidiu junto com os estudantes, criar um jornal voltado para a comunidade escolar. Um veículo de comunicação que irá abordar uma variedade de temas vinculados à escola.

Estudantes debatendo o que aprenderam no workshop

A gestora explicou para os estudantes como montar uma matéria jornalística de forma que ela fique objetiva e concisa, técnicas de abordagem para fazer uma entrevista e alguns fundamentos e elementos básicos que compõem o jornalismo. Além disso, foram citados exemplos de jornalistas que têm destaque nas mídias em geral.



Os estudantes fizeram um exercício, onde identificaram os elementos e principais aspectos presentes nos jornais, como por exemplo: as charges e as mensagens transmitidas por cada uma delas, título, subtítulo, olho (fala do entrevistado que se encontra em destaque nos jornais) e outros componentes que constituem os jornais.

Estudantes fazendo exercícios com exemplares de jornais

O workshop, além de auxiliar os estudantes a montarem um jornal escolar, também esclareceu para eles como é o dia a dia de trabalho dos jornalistas, e a rotina destes dentro da redação de um jornal. 

Por Ana Paula Santana

quarta-feira, 21 de março de 2012

Conversando sobre racismo na escola

Nesta quarta feira, 21/03, a Escola Municipal Olímpia do Couto, pertencente ao Bairro Educador Irajá, comemorou o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Os estudantes assistiram a um vídeo que explicou a origem do penteado de trança nagô e esclareceram diversas dúvidas referentes à cultura africana. Eles espalharam pela sala de aula cartazes com mensagens de combate ao racismo, escritas pelos próprios. O objetivo da ação foi avaliar o que os estudantes pensam sobre a questão da discriminação.

Através de uma articulação do Bairro Educador e da professora Glória Mendes, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o ator Douglas Silva (protagonista Acerola, do filme Cidade dos Homens) e também participaram da oficina de trança, ministrada pela trançadeira Ilma Gonçalves, proprietária do Salão Rocha Inabalável, em Costa Barros.
Técnico do Programa Saúde nas Escolas, Ilma Gonçalves, Douglas Silva e Glória Mendes

Ilma, parceira do Bairro Educador, explicou para os estudantes a sua trajetória de vida e algumas técnicas que ela utiliza para trançar o cabelo das (os) clientes. Segundo ela as escolas deveriam abrir um espaço para que fosse implementado um curso, com o qual os estudantes aprendessem a fazer trança nagô.

Deveria ser lançado nas escolas um curso profissionalizante de trançadeira, porque este também é um tipo de profissão. Os estudantes também podem aprender um pouco sobre a cultura africana, através desta ação. Além disso essa iniciativa pode gerar uma fonte de renda extra para a família dessas crianças e jovens - ressaltou Ilma.
O ator Douglas Silva deu depoimentos sobre sua história de vida, as dificuldades e preconceito enfrentados durante a adolescência, e contou como chegou à carreira de ator. Os estudantes interagiram e fizeram diversas perguntas a respeito da carreira de Douglas.

De acordo com o ator, tanto os negros, quanto a população de baixa renda sofrem um tipo de exclusão por parte da sociedade.
Não são só os negros que sofrem discriminação, o pobre também passa por este tipo de preconceito. Quando protagonizei o seriado Cidade de Deus, um dos principais motivos de algumas pessoas não me aceitarem foi pelo fato de eu ser pobre e não pelo motivo de ser negro – disse o ator.

Douglas agradeceu o convite e deixou uma mensagem para os estudantes, declarando que o estudo é importante, principalmente para aqueles que querem almejar um futuro promissor.
Se nós temos um sonho, devemos fazer todo o possível para que ele se realize, temos que buscar e não desistir dos nossos ideais. O estudo faz com que todos nós tenhamos força de vontade para crescer na vida – comentou Douglas.

A professora Glória Mendes revelou que a visita de Douglas à escola serviu para mostrar aos estudantes que eles não devem desistir de seus objetivos, independente de classe social, ou raça. Além disso ela também explicou que a atividade trabalhada durante o evento serviu para esclarecer para os estudantes a importância deles saberem reconhecer o que é discriminação.
A princípio os alunos estão se apropriando do termo raça. Alguns ainda não sabem identificar o que é discriminação. O trabalho interdisciplinar desenvolvido junto ao Bairro Educador é feito de uma forma lúdica e criativa – disse a professora.
Alunas, Ilma Gonçalves e Professora Glória Mendes

Glória Mendes agradeceu a parceria com o Bairro Educador, que a ajudou a desenvolver a atividade.

O Bairro Educador consegue trabalhar a diversidade nas escolas, revelando também a verdadeira identidade de cada unidade escolar - relatou Glória.
A estudante da 4ª série, Ághata Santos, participou da oficina de trança e comentou que com o evento, conseguiu aprender muitas coisas sobre a cultura da África.

Aprendi que racismo é um crime e que todo mundo é igual  - disse a estudante.
Segundo a diretora Kátia Gomes a iniciativa de promover este tipo de evento na escola foi ótima.
A professora Glória já vem trabalhando a um tempo com os alunos a questão da cultura africana. O Dia Internacional do combate ao racismo, serviu como um gancho para a promoção da atividade. Os alunos ficaram satisfeitos com todo o trabalho realizado em sala de aula e também puderam aprimorar seus conhecimentos – ressaltou a diretora.

 Por Ana Paula Santana


Semana de combate ao racismo

Na semana de comemoração do Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial, celebrado no dia 21 de março, a Escola Municipal Olímpia do Couto e o Projeto Bairro Educador organizaram um Projeto chamado “A semana de combate ao racismo” que proporcionou aos estudantes uma semana de atividades variadas e com participações especiais, com o objetivo de valorizar a imagem dos índios e negros e também a cultura africana.

Durante a semana cerca de 150 estudantes do 1º segmento puderam refletir sobre a formação do povo brasileiro, conhecer a cultura africana, ouvir debates sobre o racismo em diferentes campos e obter informações sobre as doenças que mais atingem a população negra, como por exemplo a anemia falciforme.

Uma semana de atividades com foco no combate ao racismo não é o suficiente para poder provocar uma mudança significativa de atitudes racistas praticadas entre os estudantes. Segundo a professora Glória Mendes, (uma das principais parceiras durante o planejamento e execução do projeto) a semana de atividades para combate ao racismo é o pontapé inicial para começarmos a discutir questões relacionadas a valorização da cultura africana e a imagem do negro dentro da escola.
“É preciso considerar que o preconceito é resultado de um processo histórico, social e ideológico construído ao longo dos séculos e, da mesma forma, será preciso um conjunto de inciativas que venham contribuir para uma nova visão social à respeito do valor e da importância da cultura negra e dos negros no Brasil.”

Assim, as temáticas que abordam assuntos referentes a lei 10.639, devem fazer parte dos  conteúdos curriculares de todas as unidades escolares de forma regular e permanente, para que de fato o aspecto cultural possa com tempo ser questionado e transformado.
Para a realização desta semana foi utilizado como recurso teórico o Kit A Cor da Cultura, projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, que desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.

“Ter um material de qualidade e de acordo com a faixa etária dos estudantes sobre a temática africana facilita a elaboração dos planos de aula ao longo do ano”, relatou a professora Glória Mendes.
Uma das maiores dificuldades de trabalhar a lei 10.639 era a carência de material didático com este foco, segundo relatos do corpo docente. Mas este quadro vem sendo transformado, pois a partir de 2003 o número de publicações de livros didáticos abordando este tema aumentou consideravelmente, segundo dados do MEC – Ministério da Educação.
A cada dia os estudantes faziam atividades com convidados diferentes, graças a articulação do Projeto Bairro Educador.


“Eu não acredito que o Acerola (ator Douglas Silva) veio na minha escola e conversou com a minha turma! Eu contei para todo mundo da minha rua e da minha casa. Agora eu já aprendi: eu não vou faltar mais, se não eu posso perder outras novidades.” - afirmou um dos estudantes da turma de Projeto Acelera.
A seguir os destaques da semana de combate ao racismo:
·         19/03 – A roda de debate sobre a diversidade racial no Brasil teve como objetivo valorizar as etnias presentes na formação do povo brasileiro;

·         20/03 – Workshop de moda indígena e africana: Saiba como usar.  O objetivo da atividade foi valorizar a cultura africana e indígena através dos acessórios das respectivas culturas;

·         21/03 – Roda de debate sobre a discriminação racial na mídia, que teve a participação do ator da Rede Globo, Douglas Silva (“Acerola” do filme “A Cidade dos Homens”) e Workshop da trança nagô com a participação especial da trançadeira Ilma Gonçalves, do Salão Rocha Inabalável, localizado em Costa Barros;


·         22/03 – Palestra sobre a anemia falciforme com participação especial da equipe móvel do Programa Saúde na Escola (PSE). O objetivo da palestra foi informar aos estudantes sobre essa doença que atinge mais a população negra.



O Projeto conseguiu despertar nos estudantes o interesse pela cultura africana e a valorização da imagem do negro na sociedade brasileira. A realização destas ações só foi possível graças ao apoio da equipe da direção da unidade escolar, professora Glória Mendes e os parceiros: Salão Rocha Inabalável, ator Douglas Silva e equipe do Programa Saúde na Escola.
Por Ana Carolina Duarte