A COMUNIDADE A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Alunos se apropriam da cultura indígena


Os estudantes da Escola Municipal Espírito Santo, conheceram no dia 10 de abril, um pouco mais sobre a cultura dos índios Guarani, por meio de uma parceria entre o Bairro Educador Cavalcante e o Museu do Índio, onde foram apresentados para os estudantes os trabalhos artesanais produzidos pelos índios desta tribo.


Além de acessar e brincar com a brinquedoteca, os estudantes conheceram como é a aldeia indígena através da personagem chamada UAÇA. A coordenadora pedagógica levou fotografias de sua sobrinha de origem indígena para apresentar para os estudantes a aldeia onde ela morava, no Amazonas, e um pouco da cultura local dos índios.


Os objetos  e indumentárias indígenas ficaram expostos no hall de entrada do Jardim de Infância. Conduzidos pelos professores, cada turma foi ver a exposição de perto e em paralelo fizeram trabalhos em sala de aula sobre o tema. A professora da sala de leitura exibiu vídeos emprestados pelo museu, para suas turmas.


Mais de 400 alunos da escola conheceram um pouco mais da cultura indígena. O Bairro Educador e o corpo docente da Escola Municipal Espírito Santo agradecem pela atenção recebida.

Por Aline Alves

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Estudantes se conscientizam da importância da energia elétrica para o planeta


Os estudantes do 6º ano da Escola Municipal Espírito Santo, BE Cavalcante, visitaram no dia 03 de abril, o Museu Light da Energia, situado no Centro do Rio.


Os estudantes conheceram alguns objetos antigos, durante a primeira etapa da visita, em que tiveram a oportunidade de saber como foi construída a primeira hidrelétrica do Rio de Janeiro, além de ver o um meio de transporte bastante utilizado na década de 1960, o bonde elétrico.


Durante a visita ao museu interativo o clima era de curiosidade diante das novidades. De uma forma lúdica, os estudantes conheceram o “caminho” da energia até chegar às  residências, os perigos de soltar pipa perto de fios de eletricidade, as formas de economia de energia elétrica, entre outros assuntos abordados pelos instrutores do museu.


A professora Elaine Gomes avaliou a visita guiada como um recurso interessante para a conexão com o conteúdo dado em sala de aula, ressaltando que os assuntos ainda não trabalhados com os alunos por não fazerem parte do currículo escolar, poderão ser vistos com a turma, após a visita.

Segundo o aluno Patrick Meireles, ele aprendeu como controlar o consumo de energia em casa. A coordenadora pedagógica ressaltou que as formas de geração de energia que foram apresentadas compõem um conteúdo riquíssimo para o repertório dos estudantes.

A visita guiada foi orientada pela equipe educativa do museu que atendeu aos alunos da escola de forma atenciosa, esclarecendo as dúvidas apontadas pelos estudantes.

O Bairro Educador, estudantes e a equipe da unidade escolar, agradecem o Museu da Energia pela parceria estabelecida.

Por Aline Alves

terça-feira, 10 de julho de 2012

Brasil, um país de muitas raças

Racismo, cultura africana e valores civilizatórios afro-brasileiros, foram um dos temas abordados na culminância da trilha educativa : “Igualdade racial (Lei: 10.639/2003): Mistura de gente”, realizada na segunda-feira, 09 de julho, na Escola Municipal Espírito Santo, unidade escolar pertencente ao BE Cavalcante. O evento teve como objetivo trabalhar de uma forma lúdica o valor da diversidade racial e da herança cultural herdada da matriz africana na sociedade.

A abertura do evento se deu a partir da exposição: “Nós, visitando um pouquinho da África”, onde foram apresentados cartazes sobre cultura africana, produzidos pelos  estudantes do 5º ano e fotografias que traziam os negros como principais personagens na história da cultura afrobrasileira.

Estudantes observando o mapa da África


Algumas estudantes foram sorteadas para participarem da oficina de trança nagô, executada pela trançadeira Ilma Gonçalves, parceira do Bairro Educador e proprietária do Salão Rocha Inabalável. Em um bate papo com os estudantes, Ilma falou um pouco de sua trajetória de vida e sobre as dificuldades que enfrenta contra o preconceito, presente até mesmo no próprio local de trabalho.

Ilma trançando o cabelo da estudante

Para Telma Martins, professora do 5º ano, a trilha educativa além de trabalhar a questão racial, também aborda temas como bullying e outros tipos de preconceitos. Além disso, ressaltou que o Bairro Educador trouxe novas ideias para a execução do trabalho, pois a culminância vai de encontro ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola.

Ana Cristina Souza   (gestora de núcleo), Aline Alves (gestora de projetos) BE, Professora Telma 

“Os alunos agora sabem identificar o que é o racismo. Eles conseguiram entender que somos todos iguais, independente de raça ou classe social. Alguns alunos contaram que transmitiram para os amigos e familiares todo o conhecimento adquirido com a trilha”.

Algumas palavras existentes no vocabulário do povo brasileiro são de origem africana. Isso foi mostrado em um jogo de bingo, aplicado durante o evento, onde os estudantes foram estimulados a lembrar o significado de cada expressão africana, utilizada pela maioria dos brasileiros.

Alunas jogando o bingo de palavras de origem africana

O atleta Adhemar Ferreira da Silva, o escritor Machado de Assis, a poetiza Auta de Souza, Tia Ciata e a compositora Chiquinha Gonzaga, foram algumas das personalidades negras brasileiras, representadas pelos estudantes em um desfile intitulado como: “Nós, heróis da nossa gente”.

Alunos representando os heróis negros brasileiros

Segundo o estudante do 5º ano, Andrew Oliveira, através dessas atividades ele ampliou o conhecimento a respeito das danças e músicas africanas, que têm enorme influência no Brasil.

Andrew se caracterizou como Adhemar Ferreira

“Aprendi que os africanos juntaram as danças típicas e quando vieram para o Brasil trouxeram essas danças e outras novidades para dar origem a algumas músicas brasileiras, como por exemplo o samba”.

Luciano Cerqueira, gerente de pesquisa do projeto Bairro Educador e ex coordenador da campanha: “Onde você guarda o seu racismo?” ministrou uma palestra sobre igualdade racial, e também falou sobre todos os tipos de preconceitos presentes no cotidiano de cada estudante. Os alunos interagiram com o palestrante e tiraram dúvidas sobre discriminação racial, além de citarem exemplos de preconceitos sofridos pelos mesmos, e que os próprios já presenciaram dentro e fora da unidade escolar.

Palestra sobre preconceito

O compositor e gestor de projetos do Bairro Educador, Carlos Carvalho, ministrou a oficina de musicalização, a qual trabalhou o funk, ritmo que nasceu dentro das comunidades cariocas. Os estudantes formaram uma roda e juntos cantaram o funk: “Negros brasileiros”, onde a letra ressalta a importância de valorizar a igualdade racial no mundo.

Alunos lendo a letra do funk "Negros brasileiros"

Marcos Holanda, diretor da Escola Municipal Espírito Santo, elogiou o trabalho do Bairro Educador feito com os estudantes e com o corpo docente da unidade escolar.


“O Bairro Educador veio para somar e trazer um aprendizado que vai além da sala de aula. O projeto interage muito bem com os alunos e professores, além de auxiliar no trabalho executado pela comunidade escolar, fortalecendo o conteúdo pedagógico a ser transmitido para os alunos.”

Lei: 10.639/2003 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.

Por Ana Paula Santana