A COMUNIDADE A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Últimas atividades da Trilha Educativa Ilustres Mortais - desdobramentos


Na sexta feira, dia 21 de junho, realizamos a última atividade da Trilha Educativa Ilustres Mortais - a gravação para o Globo Educação. O trabalho representa a ação que reuniu as escolas que integram a rede municipal de educação do Caju, CIEP Henfil, Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas, Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes e Escola Municipal Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel.
 
 
A gravação para a emissora registrou a interação dos estudantes ao cemitério São Francisco Xavier. No percurso os estudantes relataram as histórias que mais chamaram atenção no cemitério, um exemplo foi a lenda da menina que morreu na escola, apesar do esclarecimento relacionado ao óbito e a criação da escola, os estudantes continuam acreditando na lenda.

 
Outro ponto a ser destacado, foi a participação das professoras Nágela Gonçalves e Cassiana Vidal, porque ambas aplicaram no campo santo o conteúdo pedagógico, ou seja, o desdobramento da aula passeio. Cabe aqui ressaltar a abordagem desenvolvida pela professora de português da Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes e a da professora da sala de leitura da Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas a pesquisa bibliográfica dos artistas encontrados no Cemitério São Francisco Xavier.
 
 
O Bairro Educador agradece o investimento das escolas em garantir o desdobramento da atividade de apropriação do bairro, e principalmente na valorização do equipamento urbano caracterizado do bairro, o cemitério.
 
Por Marcelly Pereira

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Feira de Profissões no Bairro Educador Caju


Foi realizada no Caju, no dia 12 de junho, a Feira de Profissões reunindo os estudantes de 9º ano das Escolas Marechal Mascarenhas de Moraes e Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel. Os parceiros UERJ, UFF, SENAI, Multiterminais, Estaleiro Paraguaçu, Petrobrás e Pontes para o Futuro são os responsáveis pelas oficinas, palestras e cadastramento de cursos gratuitos. E os gestores de Projetos: Hugo de Oliveira, Jéssica Tamara Andrande de Paula, Priscilla Babo e Victor Rocha dos Bairros Educadores, Catumbi, Jacaré, Mangueira, Santa Teresa, Santo Cristo e São Carlos e Gestora de Núcleo Kalina Lígia Cabral Honório também apoiaram a feira.


Assim, como no ano anterior, a Gol de Letra, a Escola Municipal Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel e a SOS sediaram a Feira das Profissões, redistribuindo os estudantes nas salas e no Solarium.

No turno da manhã os gestores de projetos organizaram os estudantes a participar das atividades que demonstravam interesse, as opções para escolha eram oficinas de Pintura de Parede, Palestra da Multiterminais, Mini curso de Publicidade Comunitária e Palestra de Fisioterapia. Em todas as salas observamos maior entrosamento e interação entre parceiros, estudantes e gestores de projetos. Cabe salientar que a oficina de pinturas de paredes do SENAI atraiu não somente estudantes, como responsáveis, uma funcionária da unidade escolar e parceiros.


Já à tarde os estudantes, já sensibilizados com a Feira das Profissões, se organizaram a partir das oficinas que tinham vontade de conhecer. Assim como no turno da manhã, as oficinas aconteceram de forma simultânea, e os parceiros foram Estaleiro Paraguaçu, Petrobrás, SENAI e Pontes para o Futuro. Além destas ações, o gestor de projetos Hugo de Oliveira aplicou o Jogo das Profissões.


A novidade este ano foi a presença dos STAND’s das empresas do bairro e do SENAI. O Estaleiro Enseada Paraguaçu e a Multiterminais explicaram aos estudantes no stand o Jovem Aprendiz, apresentou brevemente a empresa e as profissões atuantes. Já o SENAI realizou cadastramento nos cursos.

O objetivo era promover a integração com os estudantes das duas unidades escolares envolvidas, tais como integração aos responsáveis participantes.


Nossos agradecimentos aos Parceiros que promoveram a Feira de Profissões, as unidades escolares que sediaram e acolheram a proposta e aos nossos estudantes pela interação e envolvimento nas atividades.
Por Marcelly Pereira

Venha participar!!!!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Estudantes redescobrindo o Bairro por meio do Googlemaps


Identidade e Patrimônio são os temas abordados de forma lúdica, pela Trilha Educativa do Eu, aplicada no CIEP Henfil e na Escola Municipal Professora Laura Sylvia Mendes Pereira. A atividade nasceu no ano anterior, e pelo mesmo objetivo que os dias atuais: o estigma do brizolão e a complementação do Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Professora Laura Sylvia Mendes Pereira.

Na última sexta feira, dia 17 de maio, o encontro utilizou a ferramenta utilizada pelo Bairro Educador para trabalhar o mapeamento local, o googlemaps.


Na reorganização dos encontros, optou-se a permanência da idéia central das atividades e sua estruturação, todavia a dinâmica de alguns encontros estão sendo modificadas, como por exemplo pela utilização do googlemaps.

A atividade começou com a gestora de projetos do BE apresentando aos estudantes o Mapa do Mundo, com ênfase nos continentes que mais se destacaram ao olhar dos pequenos observadores. O João Vitor, estudante de 5 anos que possui dificuldade de fala, ficou fascinado com o Alasca e associou logo a presença dos pingüins. Após visitar diversos continentes, a gestora de projetos expôs aos estudantes o mapa do Rio de Janeiro, até chegar o bairro do Caju.


Ao entrar no mapa do Caju, as crianças identificaram as ruas, a Vila Olímpica, a creche, o “brizolão” e até encontraram o que não estava visível a olho nu. O estudante Vinicius Venâncio de Souza reconheceu o Centro Educacional Claudileno ao visualizar a Ladeira, uma das microrregiões que integram o Caju. Empolgado com a visitação ao bairro, o mesmo estudante relatou que a avó trabalhava no Hospital Anchieta, atualmente utilizado como ocupação irregular. Ao chegar ao centro do Bairro o estudante Daniel de Souza reconheceu a unidade escolar Marechal Mascarenhas de Moraes.



Encerramos a atividade com a explicação lúdica da professora Rosângela Patriota sobre os diversos lugares do Caju.

Na semana seguinte abordaremos a relevância do "nascimento", explicado por meio de histórias do universo infantil. Ao término haverá uma pequena culminância, a Festa de Aniversário Coletiva. 

Por Marcelly Pereira

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Estudantes utilizam o cemitério como espaço educativo


Trabalhar a apropriação e valorização do bairro, por meio de visitas ao maior cemitério da América Latina, o Cemitério São Francisco Xavier, localizado no bairro do Caju e o primeiro da cidade do Rio de Janeiro, é uma das atividades pedagógicas propostas pela trilha educativa “Ilustres Mortais”, que envolve quatro unidades escolares integrantes do projeto Bairro Educador e teve sua culminância no último dia 11, na Vila Olímpica do Caju.


A culminância da trilha contou com a participação de estudantes, responsáveis, representante da 1ª CRE, corpo docente e parceiros do Bairro Educador, que potencializaram a ideia da trilha.


“Ilustres Mortais” tem como proposta resgatar a memória do Caju, por meio da visita dos estudantes a túmulos aonde foram enterrados personagens da história e cultura do Brasil. Além disso, a aula passeio integra o conteúdo curricular das disciplinas escolares, através da exploração do cemitério como um espaço turístico e educativo.  


A professora da Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, Cassiana Vidal, trabalhou com os estudantes a questão do turismo cemiterial, que é referência em países como França, Uruguai, Peru, Chile e Argentina, e que funciona como geração de renda para os moradores do entorno, que também fazem a restauração do equipamento urbano, o utilizando para estudos, pesquisas e lazer. Além de falar sobre a cultura do povo mexicano, que promove uma grande festa quando alguma pessoa tem uma morte natural.


“O Bairro Educador está sendo uma ponte de motivação e auxílio para a escola. O Projeto Político Pedagógico da unidade escolar trabalha a autoestima dos alunos, e a trilha os estimula a ter orgulho do bairro onde vivem”, disse Cassiana ao ressaltar a importância da trilha para a vida pessoal desses alunos.


A professora de história e especialista em pedagogia cemiterial, Kate Rigo, afirmou que o maior desafio deste trabalho é convencer o setor pedagógico de que o cemitério é uma escola a céu aberto, pois trabalha a matemática, os variados estilos da arte grega, por meio dos mausoléus, a geografia, ciências, filosofia e outras disciplinas em um espaço diferente.


“A ideia de utilizar o cemitério como um espaço de aprendizagem não é comum para a  sociedade brasileira. A iniciativa da trilha educativa é ótima, pois além de adquirirem mais conhecimento, os alunos começam a valorizar a própria vida”, concluiu Kate.

Apresentação de dança dos alunos

Lucas Lima, estudante do 6º ano do CIEP Henfil, nunca havia ido a um cemitério e através da visita pôde ampliar seu conhecimento com relação a história do bairro onde mora desde que nasceu.

“Tenho orgulho de morar no Caju, pois além de ter a Vila Olímpica, há várias pessoas famosas enterradas no cemitério”, ressaltou o estudante.


As atividades da trilha “Ilustres Mortais” foram articuladas com os estudantes das Escolas Municipais Marechal Mascarenhas de Moraes, Espiridião Rosa, Walter Carlos Magalhães Fraenkel e CIEP Henfil, todas integrantes do Bairro Educador Caju, desde março deste ano.

Por Ana Paula Santana


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os primeiros impactos após visita ao cemitério


A atividade de visitação de estudantes, professores e parceiros ao Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, completou um mês no dia 1º de maio. A ação é uma proposta do Bairro Educador Caju, na perspectiva da consolidação do território como um espaço educativo.



O Bairro Educador, a partir de um planejamento e construção conjunta entre escola e parceiro, integrou os saberes curriculares e populares, contribuindo na formação dos estudantes. Durante a visita, os estudantes foram estimulados a exercitarem a leitura, cidadania e  pesquisação.



A participação do Parque de Material Eletrônica da Aeronáutica - PAME, Clínica Municipal de Saúde Fernando Braga Lopes e do Programa Mais Educação potencializaram a utilização do cemitério e permitiu uma ampliação da rede de parceiros do BE. Além de trabalhar os conteúdos pedagógicos, também foram ressaltadas a utilização do local para geração de renda, melhor aproveitamento dos moradores e restauração do cemitério.


A inserção da Aeronáutica viabilizou o transporte dos estudantes e, em contra partida, a gestora de projeto do BE Caju, Marcelly Pereira, responsabilizou-se em sensibilizar e levar os estudantes do Segundo Turno Cultural ao cemitério. O Segundo Turno Cultural é um curso preparatório para os estudantes da rede municipal de educação, que atende a 100 beneficiários, em sua  maioria alunos das unidades de ensino do próprio bairro (Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas e Escola Municipal Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel).


Na próxima sexta feira, dia 10 de maio, será realizada a culminância da trilha educativa “Ilustres Mortais”. 



Por Marcelly Pereira

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Alunos se conscientizam que o cemitério é um espaço educativo


Os estudantes das quatros  unidades escolares do BE Caju (CIEP Henfil, Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, Escola Municipal Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel e Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas), visitaram durante a primeira semana de abril, dos dias 1º a 12 de abril, o Cemitério São Francisco Xavier no Caju, em prol da trilha educativa “Ilustres Mortais”. O objetivo da visita foi mostrar para os estudantes que o cemitério também é um espaço educativo.


O guia do cemitério, Waldeir de Almeida, acompanhou os estudantes que visitaram os túmulos do Barão do Rio Branco, Jamelão, Nena Martinez e Noel Rosa, personagens que tiveram influências para a história e cultura brasileira.


Um funcionário da Santa Casa contou para os estudantes algumas histórias de terror vivenciadas, e mesmo com essas experiências ele ressaltou não ter medo do local. “O relato do funcionário ajudou alguns estudantes a desconstruir o medo do cemitério, pois ele viu fantasmas, assombrações e mesmo assim continua trabalhando sem medo por aqui,” disse um estudante da Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas.


O guia também explicou aos estudantes o significado de algumas denominações utilizadas no espaço, como por exemplo: carneiro, jazigo, mausoléu e capela. Ele  ressaltou que o principal meio de comunicação entre os funcionários do cemitério é o sino.


Durante o percurso os estudantes também puderam conhecer os mausoléus da Força Expedicionária Brasileira – FBE, onde foi enterrados o General Presidente João Figueiredo, de Emilinha Borba, Lamartine Babo, Barão de Mangaratiba e a quadra da Irmandade de São Pedro.


O BE agredece a todos os diretores, professores, estudantes, responsáveis e à administração do cemitério em viabilizar as visitas e desmitificar a ideia que a sociedade tem deste espaço. 


Por Marcelly Pereira

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Saúde, educação e cultura foram temas debatidos em visita a cemitério


Os estudantes da Escola Municipal Professor Walter Carlos Magalhães Fraenkel, BE Caju, visitaram no dia 11 de abril, o Cemitério São Francisco Xavier, acompanhados de dois parceiros do BE que  potencializaram a ação, são eles: representantes do Parque de Materiais Eletrônicos da Aeronáutica - PAME e da Clínica de Saúde Municipal Fernando Braga Lopes.


A Clínica de Saúde Municipal Fernando Braga Lopes elucidou aos estudantes, por meio de aula prática e dinâmicas os males ocasionados pelo mosquito da dengue. Os técnicos de saúde chegaram ao cemitério antes do grupo, coletaram as larvas do mosquito, colocaram nas bacias e vidros para explicação aos estudantes. A ação esclareceu algumas formas de preocupação com a doença, os sintomas e o tempo de duração da larva sem contato com a água.


Waldeir de Almeida, guia do cemitério, através de uma pesquisa explicou para os estudantes que o Mestre Cartola e D. Zica se conheceram no Caju e por problemas orçamentário mudaram-se para Mangueira, enriquecendo ainda mais a atividade. A explicação enfatiza a corresponsabilidade do cemitério em receber os grupos, estimulando o turismo cemiterial.



O Bairro Educador agradece ao PAME por ter disponibilizado dois ônibus para o deslocamento dos estudantes até o cemitério e a todos os outros parceiros por terem acreditado na atividade de resignificação do bairro e reconhecimento do cemitério como um espaço educativo. 


Por Marcelly Pereira

sexta-feira, 22 de março de 2013

Turismo cemiterial no Peru, Argentina e México

Na quarta feira, dia 20 de março, a partir da articulação da professora Fátima Borges e mobilização de outros professores da Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, BE Caju, a professora Cassiana Vidal realizou uma atividade extra com as turmas 1601, 1602 e 1603, enriquecendo a trilha educativa “Ilustres Mortais”. A proposta surgiu pautada na vivência da professora Cassiana em outros países da América Latina. A temática do encontro abrange o turismo cemiterial no Peru, Argentina e México, com ênfase na geração de renda que acontece a partir da visita ao espaço cemiterial.

Cemitério pré incaico no Peru

O primeiro cemitério é o pré-incaico em Nazca, com túmulos abertos, casas de madeira que delimitam as covas e pessoas enterradas em posição fetal. Foi aprofundada também a questão da cultural local (quando o chefe da família morria, todos da família eram mortos, exceto o primogênito). Também foi apresentado, através de slides para os alunos, o cemitério do Peru, localizado em Chivay. 


Ao iniciar a explicação sobre o cemitério de Recoleta, na Argentina, os estudantes identificaram nas fotos algumas semelhanças com o cemitério São Francisco Xavier. As professoras Nagela Gonçalves e Cassiana Vidal contaram que nestes cemitérios é possível identificar várias pessoas fazendo piquenique ou utilizando o espaço para leitura.


“É um lugar tranqüilo, em que há pessoas do entorno explicando as histórias referente ao cemitério e as personalidades enterradas, cito Evita Perón, dentre outros”.


Cemitério la Recoleta

O próximo local abordado faz referência à festa do Dia dos Mortos, no México. A professora explicou o motivo das festas e principalmente da comemoração da morte.

Festa Dia dos Mortos

Quando nasce um mexicano eles lamentam, porque a pessoa irá viver num mundo de muitas dificuldades, já, quando é o oposto acontece a comemoração pela idealização de uma vida melhor após a morte”.

Nas reproduções fotográficas o grupo visualizou as festividades, as cores alegres, as diversas representações de caveiras coloridas e todas as celebrações que aconteciam dentro do cemitério, em cima dos túmulos.

Ao término da apresentação, os estudantes solicitaram ver as outras fotos, pois queriam fotografar e anotar o endereço do site. Percebemos que a sensibilização resultante deste encontro desconstruiu o olhar negativo que os estudantes tinham do cemitério.

O Bairro Educador agradece a professora Cassiana Vidal pela disponibilidade e principalmente por integrar e enriquecer a trilha.

Por Marcelly Pereira




Primeiros encontros da trilha educativa: Ilustres Mortais


Na primeira quinzena de março a gestora de projetos, Marcelly Pereira, iniciou a trilha Ilustres Mortais nas quatro unidades escolares que integram o BE Caju: CIEP Henfil, Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas, Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes e Escola Municipal Professor Walter Carlos de Magalhães Fraenkel. Até o presente momento foram finalizados os dois primeiros encontros, que antecedem a visita ao cemitério.



Ao apresentar a proposta da trilha, os professores demonstraram entusiasmo e anteciparam para os estudantes que eles irão visitar o espaço cemiterial.  Os estudantes, no início, se espantaram com a proposta de visitar o cemitério, pois não enxergavam as potencialidades deste equipamento urbano. Após entenderem a proposta da visita, assistiram um vídeo de sensibilização com imagens antigas do bairro, mostrando as riquezas e o legado da nobreza no Caju. Todos foram questionados com relação ao equipamento urbano e o por que têm resistência em visitá-lo.



A atividade do segundo encontro foi pautada nas habilidades dos estudantes de 6º ano, na disciplina de geografia, que trabalha a relação do aluno com o bairro de origem. No primeiro momento a gestora de projeto explanou sobre o conceito de lugar e as suas diversas significações, utilizando as orientações de ações lúdicas do Educopédia. Na perspectiva de integrá-los à trilha, o encontro foi interativo, pois contou com a participação deles no simulador de vida, uma aula prática sobre o conceito de lugar, relacionado à sobrevivência do dia a dia e à vida social. Em seguida, os estudantes acessaram o google maps, onde foi apresentado o mapeamento do Bairro Educador e explicado cada ícone. A partir da interatividade dos participantes foram visualizados um varal e um resquício de praia (bastante poluída), mas com um píer abandonado.



Nesta semana foi finalizado o terceiro encontro da trilha, que tem como proposta mostrar os marcos históricos do bairro, com a construção da linha do tempo, tendo como ponto inicial a chegada da Família Real ao Brasil. Para garantir a atenção dos estudantes e potencializar a participação das professoras, será realizado um jogo de perguntas e respostas, com direito a ajuda dos professores, google e universitários.

A cada encontro os estudantes diminuem suas resistências e ampliam o conhecimento a respeito do tema. A geógrafa Nágela Golçaves, professora da Escola Marechal Mascarenhas de Moraes, sinalizou alguns trabalhos possíveis para serem elaborados ao longo do semestre. A diretora Maria Cristina Caramuru comentou que na Escola Municipal Marechal Espiridião Rosas realizou um trabalho similar na década de 80, mas naquela época o bairro era outro, e acrescentou o roteiro da visita ao cemitério.

Na primeira semana de abril os estudantes irão visitar o cemitério. Será um momento de rupturas e de ressignificação, onde o cemitério será visto como um espaço educativo.
Por Marcelly Pereira


terça-feira, 19 de março de 2013

Alunos participam de atividades lúdicas no Museu da Light

Na terça feira, dia 19 de março, estudantes de duas turmas de educação infantil, do CIEP Henfil, BE Caju, visitaram o Museu da Light, através de uma parceria articulada pelo Bairro Educador junto à direção da unidade escolar. Participaram da atividade duas responsáveis dos estudantes, a fim de auxiliar as professoras e a gestora de projeto.


Durante o percurso até o espaço cultural, os estudantes demonstraram entusiasmo ao visualizar as construções civis e a região portuária, algo próximo ao bairro do Caju. A professora Tatiana Gregório mencionou que a maioria dos estudantes criam raízes no Caju sem sair do local, nem para passear.


A equipe de mediação do museu recebeu muito bem os estudantes, explorando os objetos e as estruturas manipuláveis, permitindo uma maior interatividade entre visitante – objeto. Desta forma, estimulados com a receptividade da mediação, os estudantes fizeram a visita com intuito de investigar e conhecer mais o museu. A relação dos estudantes com o espaço foi consequência de uma apresentação realizada pela gestora de projeto, que explicou para a turma o lugar a ser visitado, por meio de slides. No site da instituição, eles acessaram os jogos educativos, afim de conhecer mais sobre a história do museu.



O pátio do museu é um local de grandes possibilidades interativas e aproveitamento dos recursos naturais. De acordo com uma professora do CIEP os estudantes ficaram animados ao conhecerem o local.


Há muito tempo eles não brincam no escorregador, e naquele momento eles puderam aprender a diferença entre os brinquedos por meio de linguagem lúdica”, disse a professora.


Nos outros espaços eles puderam descobrir de forma lúdica os diversos tipos de energia do planeta, pois conheceram os suportes de descoberta de energia, eletromagnetismo e  eletricidade, aprenderam como fazer a economia de energia, brincaram com os jogo de quebra cabeça, leram livros interativos e assistiram alguns vídeos educativos. 

Por Marcelly Pereira

terça-feira, 12 de março de 2013

Estudantes do PEJA visitam a Exposição “História contada por elas”


Na sexta feira, dia 8 de março, foram reinauguradas no BE Caju as atividades de apropriação da cidade com professores, inspetora e os estudantes do Programa de Educação para Jovens e Adultos (PEJA) do CIEP Henfil. A data escolhida representa o Dia Internacional das Mulheres, e por este motivo os estudantes visitaram a exposição “História contada por elas”, sediada na Escola SESC de ensino médio.


No ano anterior os estudantes percorreram diversos bairros do Rio de Janeiro, ampliando o repertório cultural deles, dos familiares e convidados. A estudante Maria Deuva contou para as novas alunas que no ano anterior ela não queria ir aos passeios organizados pelo BE junto à escola, mas no dia em que decidiu participar ela conheceu todos os espetáculos e exposições, levando também um amigo.



Os estudantes, em sua maioria mulheres, estavam interessados em conhecer uma exposição de arte urbana, elaborada por mulheres. Ao chegar ao espaço, as alunas elogiaram a presença de elementos do cotidiano no espaço expositivo. No local haviam uma caixa d’água com peças íntimas, um maço de cigarro e um vidro de perfume, fato que chamou atenção dos estudantes. A gestora de projeto estimulou a leitura das obras, facilitando também o entendimento dos estudantes. Desta forma, eles conseguiram compreender a mensagem passada pela exposição e pelos poemas citados nas paredes.



A artista Carmen Lúcia explicou que o objetivo da exposição é apresentar o resultado das oficinas realizadas pela Rede NAMI (Rede Feminista de Arte urbana). A mensagem da exposição dialoga com a comemoração do dia internacional da mulher, um momento de lembrar as conquistas de todas as mulheres e propõe uma reflexão sobre alterações nas vivências, almejando melhorias profissionais, sociais e afetivas.


Ao fim o grupo demonstrou interesse em participar das próximas atividades, ampliando o capital cultural e conhecendo outros equipamentos culturais presentes na cidade.

Por Marcelly Pereira


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ilustres Mortais


A trilha educativa “Ilustres Mortais” foi desenvolvida a partir de um trabalho de mapeamento feito pela gestora de projeto do BE Caju que identificou que há uma grande quantidade de cemitérios no entorno do bairro. Com o objetivo de quebrar preconceitos e  trabalhar com os estudantes atividades que valorizam a identidade do bairro foram descobertas personalidades brasileiras enterradas nos cemitérios do bairro, como por exemplo:  Noel Rosa, Emilinha Borba, Jamelão, Dr. Adolpho Bezerra de Menezes e Paulo Sérgio (cantor da época da Jovem Guarda). Este foi o marco inicial da ação pedagógica que envolverá os estudantes a pesquisar e produzir um material bibliográfico, com ênfase no potencial pedagógico e cultural do cemitério.



A pedagogia cemiterial, proposta por RIGO[1], realça a relevância da escola em inserir a temática no cotidiano escolar. Ao ampliar o horizonte e desenvolver um traçado pedagógico, com ênfase no equipamento urbano característico do bairro, foram   desenvolvidas ferramentas que trabalham o resgate histórico, consolidação da identidade comunitária e valorização da identidade.



O principal objetivo da trilha é ampliar as ações realizadas no Caju que refletem sobre a perspectiva da educação integral. Além disso, a trilha educativa visa compreender o estudante em suas diferentes dimensões: cognitivas, afetivas, valorativas, corporais, social, estética e simbólica e “traz o sujeito para o centro das indagações e preocupações da educação” (GUARÁ, 2006, p.16).




 (...) quando o aluno aprende a conhecer a comunidade com suas variedades de aspectos e de tipos, passa a preocupar-se com seus problemas e, se bem orientado, passa a querer participar na resolução dos mesmos, e não raro, o aluno evolui quanto ao respeito às manifestações culturais, à compreensão do lugar público e suas regras, à luta contra o preconceito, ao respeito alheio e a seu direito de ser respeitado enquanto cidadão.”

 Udemo (apud GUARÁ, 2006):



[1] RIGO, Kate. Cemitérios um espaço religioso e educativo. 2011. Disponível em: <anais.est.edu.br/index.php/congresso/article/download/103/10>, acesso em fevereiro de 2013.