A COMUNIDADE A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Centenário e fanzine no CIEP da Maestrina


Em continuidade as atividades previstas no início do semestre, o grupo “Poesia de rua” retornou, no dia 15 de maio, com as  oficinas de Criação Artística e Produção de Fanzines com os alunos do 4º e 5º anos do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, BE Bangu.


Ainda abordando como tema o centenário de Vinicius de Moraes, os encontros estão sendo realizados todas as quartas feiras e cada semana conta com uma proposta de trabalho diferente. Nas últimas semanas o grupo apresentou aos alunos um pouco sobre a história do “Poetinha” e o desenvolvimento de seu trabalho; ainda está por vir a contação de história (usando o CD 'Arca de Noé' e outros contos de Vinicius de Moraes), produção de acrósticos e fanzines. Ao final de cada atividade, a equipe do “Poesia de Rua” conversa com os estudantes em roda e tentam, através do resultado das atividades, fazer com que esses percebam a real necessidade da leitura e da escrita para o cotidiano.


Os encontros tem se tornado cada dia mais produtivos, onde os alunos estão aprendendo a desenvolver a escrita, funcionando como uma base de reforço, as professoras acompanham as atividades e a evolução de cada aluno de perto e trabalhando em parceria com o Bairro Educador para a continuidade do projeto.


Seguimos semanalmente com novas surpresas e atividades lúdicas, assim ampliando o conhecimento dos alunos e o prazer de fazer parte das atividades da escola. Na próxima semana começaremos a produção de um "Fanzine", apenas como laboratório para um trabalho mais real para a comemoração, do centenário do grande Mestre.
Por Leonardo Antunes

terça-feira, 19 de março de 2013

Os 100 anos de Vinicius de Moraes é comemorado com poesia


Na última terça feira, dia 19 de março, esteve presente no CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, BE Bangu, a equipe do site “Poesia de Rua” para a apresentação dos seus trabalhos e metodologias utilizadas afim, de ampliar o repertorio pedagógica da unidade escolar.  Após a realização das reuniões de planejamento para a conclusão do plano de trabalho semestral, a coordenadora pedagógica Regina Gomberg, entendeu que o centenário de Vinicius de Moraes seria o cenário inicial para essa primeira troca de experiências. Como costume a unidade apresentou ao longo do ano o chamado “corredor cultural”, onde os corredores do CIEP se transformam em galerias com a exposição dos trabalhos realizados pelas turmas, aumentando a autoestima e incentivando os alunos a se interessarem mais pela cultura brasileira.



Este ano está sendo comemorado o centenário do nascimento do poeta, compositor, jornalista e diplomata brasileiro Vinicius de Moraes. As homenagens ao “Poetinha” (como era conhecido) são inúmeras e foi dessa forma que o BE Bangu, junto à direção do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga começaram a planejar as atividades voltadas para os estudantes da unidade escolar.

Neste ano letivo a unidade escolar pretende desenvolver um “sarau cultural” para a apresentação de poemas e poesias com o objetivo de incentivar a escrita e leitura, apresentação de um coral cantando algumas músicas do compositor Vinicius de Moraes e a produção de “Fanzines” para serem entregues aos responsáveis como forma de valorização da cultura.


A reunião contou com a presença de 13 professores, e o grupo “Poesia de rua” ficou encarregado de apresentar como proposta a ser trabalhado com os alunos, o método do teatrólogo brasileiro Augusto Boal, o conhecido Teatro do Oprimido (TDO), que reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais. A equipe de professores e o parceiro entendem que o método promove a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade, através do diálogo e do teatro facilitando o entendimento dos alunos.

Ao decorrer do semestre a unidade escolar contará com apresentações culturais como forma de comemoração ao centenário de Vinicius de Moraes, possibilitando o acesso à cultura brasileira a todos que fazem parte desta unidade, tendo em vista a participação dos responsáveis no “corredor cultural”.


Por Leonardo Antunes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Banda se apresenta para responsáveis


No dia 23 de agosto, a banda composta pelos estudantes de 5º ano do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, BE Bangu, se apresentou para a comunidade escolar. O surgimento da banda é fruto de um trabalho do gestor de projetos do BE Acari, Carlos Carvalho, que trabalhou com os estudantes a atividade conhecida como Escola de Funk. 



A ideia surgiu através de uma reunião com a professora Elisabeth Maia, responsável pelos alunos da turma 1501. A turma está trabalhando em sala de aula a música “A banda”, do compositor Chico Buarque de Holanda, que já foi trabalhada durante a apresentação teatral “O jovem Guri”. Mas dessa vez a proposta é apresentar aos estudantes a possibilidade de conhecer a origem e história do funk, ritmo musical presente na realidade destes estudantes.




Os estudantes aprenderam a tocar instrumentos de percussão, criados e produzidos pelos mesmos, com materiais recicláveis que os próprios conseguiram na comunidade. Na primeira aula os alunos foram divididos em dois grupos, o grupo responsável pela percussão e o grupo que cantou a letra do funk, ao som da batida adaptada. O maestro Carlos Carvalho, começou a ministrar sua atividade contando um pouco da história dos instrumentos de percussão e ensinando a marcação básica para o desenvolvimento de qualquer música.





Em apenas três horas, “A banda” estava formada e o material produzido, precisou apenas de alguns detalhes para a apresentação. Durante toda a semana os estudantes ensaiaram a música.




Os estudantes apresentaram para os responsáveis os trabalhos realizados pelos alunos de todas as turmas. A banda contagiou a plateia, com a batida contagiante e a beleza da letra. A coordenadora pedagógica do CIEP se emocionou com a dedicação dos estudantes e agradeceu o  trabalho realizado com a turma.


“E não somente o homem sério, o faroleiro, a namorada, mas todo o CIEP esperou e se alegrou ao ver A banda passar...”


domingo, 15 de julho de 2012

“Era uma vez outra vez”, no BE Bangu

No mês de julho, o BE Bangu em parceria com a contadora de histórias Thaiane Leal, encerrou o primeiro ciclo do projeto “Era uma vez outra vez, mais uma vez” nas unidades escolares: Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, CIEP Olof Palme e CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, onde os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer o mundo mágico da contação de histórias.


O projeto "Era uma vez..." consiste em apresentações de sessões intimistas de contação de histórias, na qual cada sessão é apresentada nas escolas, bibliotecas e espaços alternativos destinados ao público infantil. A sessão é composta por quatro histórias que variam de temas e autores, todas ilustradas com fantoches, trilha sonora executada ao vivo, adereços e objetos cênicos.


O espaço para a apresentação foi montado com tecidos e com os próprios bonecos e instrumentos, armando então o espaço cênico e sua cenografia, criando um ambiente lúdico, propondo uma viagem ao mundo da imaginação.


O contador de histórias dedica-se a emprestar seu corpo, sua voz e seus afetos ao texto narrado, tornando-os mais atrativos e intimistas, provocando nos estudantes o encantamento e permitindo que a realidade se torne mais branda.

A contação de histórias é um instrumento para despertar o senso crítico e reflexivo nas crianças, afinal, um mesmo texto pode ser interpretado de diferentes formas. Essa mediação de leitura torna-se ainda mais envolvente quando a criança (ou mesmo o adulto – a contação de história, não é necessariamente desenvolvida apenas para crianças) se identifica com a história pelas suas “experiências” de vida, transportando as crianças para outros mundos e dando vida aos seus sonhos, através da leitura. Além de contribuir pra o desenvolvimento infantil por despertar emoções e valorizar sentimentos a partir da magia e da atração das histórias.


De acordo com a contadora de histórias: “O projeto influencia diretamente no aprendizado da criança, conseguindo o estimulo ao hábito e o prazer da leitura, entendendo a importância da leitura para a construção do conhecimento da criança, pois muitos textos narrados podem ser encontrados em livros. A contação desperta o interesse pela história, pois o faz descobrir como esta pode ser saborosa, favorece o desenvolvimento intelectual da criança, as histórias também são formas de produzirem conhecimento, enriquece o vocabulário da criança, facilitando para que ela tenha liberdade de escrever e contar com suas palavras sua própria história e estimula a comunicação oral, pois depois de ouvir a história a criança pode (re) contá-la.”.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Matemática sem problemas


 
Nesta quarta feira, 21 de março, o professor de matemática e coordenador pedagógico da Escola Municipal Marechal Pedro Cavalcanti, Maurício Assad, foi ao CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga para ensinar formas lúdicas de alfabetizar os professores usando a matemática. Através de uma articulação, o Bairro Educador Bangu realizou uma integração com o Bairro Educador Paciência, onde os participantes envolvidos diretamente na ação foram os professores e a direção.


O professor Maurício, compartilhou um pouco da sua técnica, envolvendo não só os professores, mas também a coordenação pedagógica, direção, estagiários. Os alunos do 5º ano também conheceram a técnica: “matemática sem problemas”.


 
A princípio os participantes estavam um pouco apreensivos e também refletiram sobre a a visão do aluno quando o assunto é matemática. Aos poucos Maurício foi ganhando a confiança da turma e o encontro se tornou um espaço de troca de ideias e aprendizagem. No final os professores ficaram satisfeitos com o resultado apresentado pelos estudantes e propuseram um novo encontro com o professor.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Espetáculo Urucuia Grande Sertão – Valorizando a Zona Oeste

O Território 


Praticamente toda a Zona Oeste do Rio de Janeiro teve em sua origem uma história rural. A área onde está a Vila Aliança era então um enorme laranjal, que abastecia todo o Estado. Na década de 60, as árvores cederam lugar para o primeiro conjunto habitacional da América Latina. O governo então retirou famílias oriundas do nordeste do Brasil que residiam no Morro do Pasmado, no bairro de Botafogo, na praia do Pinto e na Favela do Esqueleto, realocando-as na nova comunidade.

No dia 7 de janeiro no ano de 1964, a Vila Aliança foi oficialmente inaugurada pelo então governador Carlos Lacerda, sendo seu nome uma homenagem à Aliança para o Progresso. 


O Projeto 


Em 2011, surge em Vila Aliança o Projeto Urucuia Grande Sertão, uma iniciativa que visa valorizar e estimular através das artes cênicas o reconhecimento e a importância da cultura popular.

O Projeto Urucuia Grande Sertão é realizado pelo Coletivo Peneira, um grupo com nove integrantes de diversas localidades do Rio de Janeiro, são eles: Luiz Fernando Pinto, Marcelo Antonio, Marcos Gessinger, Michele Lima, Moises Salazar, Pierre Montet, Rogério Lima, Thaiane Leal e Leonardo Antunes. Seus encontros são realizados nos CIEPs Maestrina Chiquinha Gonzaga e Olof Palme, ambos situados na Vila Aliança.


 O Coletivo circula com o Espetáculo Urucuia Grande Sertão, além do território de origem, também em mais quatro territórios: Senador Camará, Vila Kennedy, Bangu e Batan.


O coletivo surgiu com a proposta de resgate da obra do maior folclorista da América Latina, Luís da Câmara Cascudo, através do conto “A princesa adivinhona”. De forma lúdica Urucuia Grande Sertão consegue resgatar na memória dos moradores, a contação de histórias, a cultura popular, o pertencimento e a valorização de suas raízes.



As apresentações 

Cerca de 1.500 espectadores assistiram ao Espetáculo Urucuia Grande Sertão que fez a sua estreia na Escola Municipal Engenheiro Pires do Rio.





“Fico muito feliz quando vejo um aluno que passou pela escola, podendo retornar com um espetáculo como esse”. Comenta a Profª Cecelia sobre o integrante do Coletivo Peneira Luiz Fernando Pinto, que estudou na Escola Municipal Engenheiro Pires do Rio entre 1999 a 2003.

A segunda apresentação foi realizada no Ciep Mestrina Chiquinha Gonzaga.


“Adorei! Não imaginava que meus alunos fossem gostar tanto, farei uma roda de conversa sobre literatura oral com eles, a peça me deu várias ideias.” Comenta a Profª Ana Maria.

A terceira apresentação aconteceu no Sarau Cultural do Batan, Largo do Chuveirinho, no dia 20/11, contamos com a presença da Carmen do BE Realengo que articulou a presença do Coletivo Peneira no local.


“Adorei todo o evento, o Batan precisa de atividades como essa. Apesar do forte calor eu não deixei de ficar atenta às apresentações” Comenta uma moradora do Batan.

A quarta apresentação foi realizada na Lona Cultural Municipal Hermeto Pascoal, dia 24/11, onde tiveram presentes alunos da  E.M Abrahão Jabour, E.M. Jorge Jabour e moradores da região.


“Meus alunos adoraram, quando chegar em sala de aula vou fazer um trabalho com eles, tentei traduzir algumas partes, mas eles nem olhavam pra mim, estavam vidrados no espetáculo.” Comenta a Profª Alessandra, que levou um grupo de 9 alunos deficientes auditivos para assistir ao Espetáculo Urucuia Grande Sertão.

A quinta apresentação foi realizada no Teatro Mario Lago, na Vila Kennedy, no dia 28/11. Contamos com a articulação do BE Vila Kennedy que proporcionou aos alunos entrarem em contato com as artes cênicas.


“Dedicamos nossa apresentação aqui na Vila Kennedy, ao nosso poeta Mario Lago que completaria essa semana seus 100 anos” Luiz Fernando Pinto, referindo ao centenário de Mario Lago.

O Bairro Educador acredita que arte e educação caminham juntas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Cinema em Casa no BE Bangu

No ultimo dia 30 de outubro de 2011 os alunos do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga compareceram para uma sessão de cinema no Bangu Shopping através do projeto Escola em Cena. Os alunos tiveram a oportunidade de assistir o filme “Gigantes de aço” e ficaram encantados não só com filme, mas com toda a estrutura do cinema, no qual muitos mesmo sendo moradores de comunidades próximas ao shopping, não possuíam acesso.  

No decorrer do filme os era perceptível o encanto nos olhos de todos, tanto alunos quanto professores. O momento marcante foi  no término do filme que a aluna do PEJA fechou o dia com a frase “Nunca imaginei algo tão belo tão perto de mim, vocês me proporcionaram um momento único, muito obrigado”, e em seguida a professora Elisa Mendes informa: “Coisas simples para alguns e fascinantes para outros. Vou aproveitar a história do filme e trabalhar em sala . Muito bom mesmo”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BE Bangu incentivando a cultura.

Texto e Fotos: Leonardo Antunes

Na última segunda-feira, 26, os Gestores de Projetos dos Bairros Educadores Bangu e Jabour, Leonardo Antunes e Luiz Fernando, respectivamente se encontraram com os atores da Companhia de Teatro responsável pela apresentação do espetáculo “Urucuia o Grande Sertão” que será realizado através do Micro projeto Território de Paz do Ministério da Cultura.

Utilizando o espaço do auditório cedido pelo CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, a primeira leitura contou com a presença de oito atores dispostos a somar e conscientizar toda a comunidade sobre a importância do teatro.
O espetáculo será realizado em quatro espaços públicos na região da Zona Oeste denominados “Territórios de paz”, divididos em: Bangu, Realengo, Vila Kennedy e Senador Camará.



O texto utilizado foi baseado nas obras do mais importante folclorista da América Latina, Luis da Câmara Cascudo.

O Projeto é uma iniciativa que visa, sobretudo valorizar e estimular através da Artes Cênicas o reconhecimento e a importância da Cultura Nordestina, cujo os migrantes do nordeste representam uma parte significativa do Território de Paz de Senador Camará. Estimular o hábito de contar histórias, resgatar suas origens através da demanda Histórica do Território de Paz.

Baseado no Conto “A Princesa Adivinhona” do mais importante folclorista da América Latina, o Espetáculo “Urucuia Grande Sertão” vem trazendo uma forma rudimentar e lúdica da importância da literatura oral que é a antiga arte de exprimir eventos reais ou fictícios em palavras, imagens e sons.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Comunidade + Educação + Cultura = Bairro Educador (BE Bangu)

Com o intuito de ampliar horizontes dos jovens moradores da Comunidade do Taquaral, o ex-diretor teatral do Grupo de Articulação Local (GAL) “Centro Cultural a História que eu Conto” (CCHQC), Luiz Fernando, visitou o CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, integrante do Bairro Educador Bangu, no último dia 19, para transmitir seu conhecimento para jovens dispostos a aprender técnicas de teatro.
Ao sair do Centro Cultural, o diretor percebeu a importância de seu trabalho na vida dos jovens e a necessidade de um espaço físico apropriado para desenvolver a atividade com frequência. O BE Bangu contou com o apoio da diretora adjunta do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, Monica Borges, que cedeu o espaço do seu auditório para que todas as segundas-feiras acontecessem às aulas de teatro, surgindo então à atividade conhecida hoje como: Aulão de teatro para todos.
Esta atividade tem como interesse principal a integração de toda a comunidade, utilizando um espaço publico ligada a educação e cultura.
O aulão começou com Luiz Fernando falando sobre a importância da Arte. “A arte cênica é um instrumento valioso que se alia às abordagens diretas através da linguagem, da temática interpretada (capaz de provocar a identificação imediata com a plateia), contribui para a autoconfiança dos indivíduos em sua postura diante de desafios”, afirmou.

O aulão inicial contou com a participação do ator local de Nilópolis: Marcelo Junior, com três estudantes do 4º ano do próprio CIEP, cinco alunos da E.M Rubem Berta e um aluno da E.M Pracinha João da Silva, que seguiu com exercícios e atividades para os atores iniciantes.
No final do evento Mônica falou sobre a atividade “Adorei a atividade, a comunidade possui grandes potenciais escondidos, que com certeza serão encontrados”. Fechando com um sorriso.
Através desta ação o Bairro Educador mostra a todos como é simples e prazerosa a integração da comunidade com a escola.
 Leonardo Antunes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A história que eu conto no meu Bairro Educador

Texto e fotos:  Juliana Nascimento e Leonardo Antunes

O BE Bangu, em parceria com o Centro Cultural A História Que Eu Conto (CCHC) apresentou no dia 04 de Agosto a peça O Jovem Guri para os Diretores, Coordenadores Pedagógicos, Professores e  alunos do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, da Escola Municipal Edson Carneiro, da Escola Municipal Austragésilo de Athayde, além da equipe multidisciplinar do programa Saúde na Escola.
A atmosfera criada pelo espetáculo foi além do espaço delimitado para essa apresentação dentro do CCHC. A manifestação sobre esse espetáculo se percebeu ainda na preparação das turmas dentro do espaço escolar. A mobilização da Diretora Adjunta Mônica Borges, do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, da professora Juliana Ramos, da Escola Municipal Edson Carneiro, e do Gestor de Projetos (GP) do Bairro Educador, Leonardo Antunes para que todos os alunos de uma determinada turma fossem agregados na atividade, demonstrou o comprometimento e respeito para com essa manifestação cultural.

Um aluno, poucos minutos antes da saída de todos em direção ao CCHC, manifestou o desinteresse pelo evento.  Com a articulação entre o Gestor do Bairro Educador e a professora, este mesmo aluno foi envolvido de tal maneira, que sua resistência inicial foi sanada e como resultado observamos que esse aluno foi um dos expectadores mais atentos ao espetáculo.

A plateia composta por adultos e crianças conseguiu dialogar de maneira única. O silêncio que todos fizeram durante a apresentação acometia para uma realidade que tocou a plateia de maneira a hipnotizar e agregar valores e costumes.
A professora Juliana Ramos da turma Acelera elogiou o espetáculo “.Gostei muito. Pretendo trabalhar em sala de aula tudo isso. A peça é instigante”, afirmou.

A Coordenadora Pedagógica Alba Gonçalves quando retornou para Escola Municipal Edson Carneiro, exibiu com orgulho as fotos que tirou de um dos seus ex-alunos, hoje integrante da equipe de atores da peça. Sua atitude demonstrou como os profissionais de educação possuem um comprometimento e desejo para que seus ex-alunos estejam realizados na vida.  A felicidade estava estampada no seu rosto pelo fato de perceber o talento que um ex- aluno estava expressando. Alba manifestou ainda o desejo da apresentação da peça ser realizada para todos os alunos da escola. Para ela, a intensão é elaborar projetos que possam integrar o tema da peça com a realidade tão presente na vida dos alunos.

Relatar a atmosfera provocada pela peça em todos que compunham a plateia é entender que o ato de educar transcende os muros escolares e essa é uma realidade que podemos construir diariamente.

Saiba mais sobre nosso parceiro

O Centro Cultural A História Que Eu Conto (CCHC), é uma organização não governamental sem finalidades lucrativos, criada a partir do “Encontro de Sonhos” de três moradores da Comunidade de Vila Aliança: Samuel Muniz (Samuca), George Cleber (Binho) e Jeferson Cora (Jê). Depois de participarem de diversos projetos e iniciativa na sua maioria vinda de fora da Comunidade, os “três loucos” como eram considerados decidiram idealizar uma Instituição que surgisse como referencia de dentro da Comunidade, promovesse o acesso a Cultura, resgatasse o sentimento de pertencimento e principalmente evidenciasse a valorização histórica do Complexo de Vila Aliança e Senador Camará, exemplo: A Vila Aliança é o primeiro conjunto habitacional da América Latina, oriunda do processo remoções do governo Lacerda, 1960. Atualmente estima-se que existam aproximadamente 400 mil habitantes neste complexo e nunca houve um investimento nos segmentos culturais na região por parte do Governo.
 
Com um forte exemplo de superação do Samuca, que década de 80 esteve entre os criminosos mais procurados do RJ, ficou preso por sete anos, ainda na cadeia teve sua concepção mudada prometendo a Deus que utilizaria sua história de vida como exemplo para que outros adolescentes não se envolvessem com a criminalidade e se tornaria referência para aqueles que se encontrasse no sistema penal. Atualmente muitas outras histórias de superação se agregaram ao CCHC, criando uma grande engrenagem movimentada pelo amor e a vontade de desenvolver todo Complexo. Se no início eram apenas três loucos, hoje são 30 voluntários que se esforçam na busca por uma sociedade mais justa, uma melhor qualidade de vida da população e projetar os aspectos positivos dessas Comunidades para o Mundo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O meu guri?

Vamos começar com uma pergunta: Você já ouviu a musica do Chico Buarque “O Meu Guri”? Essa matéria deve ser lida ouvindo essa musica.

O espetáculo “O Meu Guri” não havia começado. As mães estavam aguardando, ouvindo as palavras da Diretora Adjunta Mônica Borges, no auditório do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga. Na segunda fila, uma das mães convidadas, D. Marinelde estava de cabeça baixa, ouvindo atentamente a tudo. No fundo, bem baixinho tocava a música do Chico. Com a deixa do Gestor de Projetos Leonardo Antunes para abrir as cortinas, a menina negra na cadeira de balanço começava a mexer a massa de bolo. D. Marinelde olhou para frente, os olhos cheios de lágrimas, se reconhecendo na personagem da atriz Mariana. E foi assim durante todo o espetáculo.



Quantos guris conhecemos? Quantos guris nós lemos nos jornais? Quantas histórias já ouvimos?



No CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, a história contada é diferente. E real. Na chegada do Bairro Educador o Projeto Político Pedagógico (PPP) “Identidade” foi mostrado em detalhes. A equipe levantou no mapeamento o Centro Cultural A Historia Que Eu Conto e eles nos apresentaram esse espetáculo, a história de um guri que disse a mãe que “um dia ele chegava lá”, que ela sentiria orgulho daquele negrinho que queria ser branco e ela mostrou que a cor da pele não deveria ser um obstáculo. Superou os desafios de viver em uma comunidade violenta, superou preconceitos, superou os desafios que a pobreza lhe mostrou. Passa no vestibular, forma o Movimento Juventude Consciente e conclui o curso de Direito pela Universidade Pública. 


No dia da formatura, faz o discurso todo voltado para a mãe. “O Diploma é apenas um símbolo, o anel uma mera peça... Minha mãe, sentada aqui, me apoiou e me ajudou a superar tudo. Isso tudo devo a você mãe! Sempre ao meu lado!”

O Espetáculo se encerra, D. Marinelde vêm até nós e sussurra em meio a lágrimas:
- “Essa história pode ser real?”
- “Sim”, respondemos. “O Guri que escreveu o espetáculo está de pé, no fundo do auditório”



E lá estava ele, vendo a peça ser encenada para todas as mães do bairro em que mora. E vendo como sua história inspira outras mães a ficar ao lado dos filhos, tal como a mãe do Guri fez.



O PPP da escola, com o nome “Identidade”, vem buscando promover nos alunos do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga a valorização da identidade de Vila Aliança. Desse modo, o Bairro Educador vem conduzindo o trabalho junto a Coordenação Pedagógica e os professores de maneira que o tema consiga relacionar o “lá fora” da Vila Aliança com a matéria do “lado de Dentro” do CIEP. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Jovem Guri no BE Bangu



O Jovem Guri é uma livre adaptação da música de Chico Buarque de Holanda O Guri, descrevendo a trajetória de um menino negro de família humilde, criado pela mãe e estudante de escola pública. Após sofrer uma bullying na escola devido a sua etnia, o menino Guri se revolta e chega na sua casa falando despejando sua revolta sobre sua mãe pelo fato de ser negro e não ter puxado o seu pai, que só o conhece por foto, pois o abandonara ainda na barriga de sua mãe.

Mesmo com toda a dificuldade para criá-lo sem a presença do pai, esta guerreira é capaz de contornar com todo carinho, a revolta de seu filho, fazendo-o conhecer a História dos Negros Contada com a perspectiva dos próprios negros, curioso, o Guri, quer saber de onde vieram tantos conhecimentos já que nos livros não há essa informação. Agora orgulhoso de sua etnia, ele promete à mãe que "Vai chegar lá", uma referência de que quando crescer será alguém na vida que dará orgulho a ela, realizando seu sonho de se formar na Faculdade e ajudar jovens de onde mora para saírem da vida do crime.

O Tempo passa e O Jovem Guri realiza seu sonho e enche de orgulho sua mãe, desde a notícia de que passou no vestibular à sua Formatura, em todos os momentos ela está sempre presente.

Escrito por George Cleber Alves da Silva, O Jovem Guri foi uma inspiração de marcas de sua infância e juventude, reforçando o protagonismo de muitos jovens negros das comunidades do Brasil que contrariam as estatísticas e conseguem sonhar, dar a volta por cima e contribuir para uma sociedade melhor. Assistida por mais de 1.000 pessoas em 2005. Assim como o Guri, George Cleber também "chegou lá" ao se formar em Ciências Sociais em 2009 e tal como a peça escrita, sua Mãe, estava lá o apoiando como em toda a vida.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bairro Educador Bangu e CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga visitam novo parceiro

Nesta quinta-feira dia 09 de junho, foi a vez do BE Bangu visitar seu novo parceiro local, o GAL e sua sede, o Centro Cultural A História Que Eu Conto.


Acompanhada do Gestor de Projeto local, Leonardo Antunes, a diretora do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga visitou o espaço. “Já gostei, amo tudo que é desenvolvido na comunidade. Vou virar sócia”, afirmou a diretora Monica Borges referindo-se à comunidade do Taquaral, onde se localiza o CIEP.


Com a apresentação do espaço e conhecendo cada sala de oficinas, surgem várias idéias de integração entre os estudantes e o centro cultural.  Esta parceria será fundamental para dar novas perspectivas de contribuir com uma educação de maior qualidade e com diversas opções de aprendizagem.



O Bairro Educador agradece por esta parceria. 


BE Bangu e Centro Cultural "A história que eu conto": cultura na comunidade

A arte está se espalhando pelo Bairro Educador Bangu. Seguindo os passos do musical desenvolvido pelo CIEP Olof Palme, o professor do grupo de teatro do GAL, Luiz Fernando sugeriu uma idéia para ser trabalhada em outra escola atendida pelo projeto.


No CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, a diretora adjunta, Monica Borges está conceituando a idéia de Identidade na turma do Acelera. O grupo de teatro do GAL adaptou a peça de autoria do musico Chico Buarque, “Meu Guri”, para uma versão diferente. Ao final da peça, ao invés do protagonista morrer, como na musica, Guri cresce, dá continuidade aos seus estudos e se forma como profissional em uma universidade. Além disso, o menino ainda serve como exemplo para dois amigos, que largam uma vida problemática e também seguem os passos de Guri. Desta forma, os estudantes conseguem vislumbrar novas possibilidades de mudança em suas vidas. A apresentação da peça será no dia 28 de junho.

domingo, 22 de maio de 2011

BE participa de dinamização de reunião com responsáveis do CIEP Ministro Gustavo Capanema

O Bairro Educador Maré teve um grande prazer em contribuir com a dinamização da reunião de pais e responsáveis de estudantes do CIEP Ministro Gustavo Capanema, realizada no sábado, 21 de maio. Inicialmente, a diretora Carmem Lúcia abriu o encontro, no qual participaram aproximadamente 150 pessoas, com um diálogo a respeito da violência vivenciada pelo CIEP nos últimos dias, depois falou sobre os procedimentos que devem ser tomados pelos que possuem o cartão Bolsa Carioca. Após os esclarecimentos da direção os responsáveis se dirigiram para o refeitório. Local que guardava uma surpresa.
Na dinâmica proposta pelo BE, os responsáveis realizaram uma dramatização em que interpretaram uma situação problema – o caso de uma criança que após a saída da escola, não volta para casa, fica na rua até altas horas da noite.  Após este momento se dividiram em três grupos para que pudessem debater e trocar experiências sobre como agiriam diante deste tipo de situação. Para tal divisão deveriam encontrar um bombom, o qual traria o número correspondente ao grupo que fariam parte.
O objetivo da atividade foi produzir uma reflexão a respeito do quanto os responsáveis podem contribuir para o desenvolvimento de seus filhos recorrendo ao diálogo e evitando o uso da violência. Todos foram muito receptivos à dinâmica. A participação e a troca de experiências foram muito ricas para todos.